Liturgia Diária
15 – DOMINGO

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)

Sede para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio, para me salvar. Porque sois minha força e meu refúgio e, por causa do vosso nome, me guiais e sustentais (Sl 30,3s).

Nesta liturgia o Senhor nos convida a seguir o caminho dos seus mandamentos. Cabe-nos escolher entre o bem e o mal, a felicidade e a infelicidade. Reunidos para celebrar o mistério pascal de Jesus, deixemo-nos guiar pela sabedoria divina. É feliz toda pessoa que na lei do Senhor Deus, de coração, vai progredindo.

Primeira Leitura: Eclesiástico 15,16-21

Pelo Espírito, o Senhor nos revela palavras de sabedoria, as quais nos ajudam a discernir sua vontade em cada situação e progredir no caminho da justiça que conduz ao seu Reino.

Leitura do livro do Eclesiástico – 16Se quiseres observar os mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. 17Diante de ti, ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir. 19A sabedoria do Senhor é imensa, ele é forte e poderoso e tudo vê continuamente. 20Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem. Ele conhece todas as obras do homem. 21Não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 118(119)

Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

1. Feliz o homem sem pecado em seu caminho, / que na lei do Senhor Deus vai progredindo! / Feliz o homem que observa seus preceitos / e de todo o coração procura a Deus! – R.

2. Os vossos mandamentos vós nos destes, / para serem fielmente observados. / Oxalá seja bem firme a minha vida / em cumprir vossa vontade e vossa lei! – R.

3. Sede bom com vosso servo, e viverei, / e guardarei vossa palavra, ó Senhor. / Abri meus olhos, e então contemplarei / as maravilhas que encerra a vossa lei! – R.

4. Ensinai-me a viver vossos preceitos; / quero guardá-los fielmente até o fim! / Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 2,6-10

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6entre os perfeitos nós falamos de sabedoria, não da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo, que, afinal, estão votados à destruição. 7Falamos, sim, da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. 8Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu”. 10A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 5,17-37 ou 20-22.27-28.33-34.37

[A forma breve está entre colchetes.]

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: / os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas (Mt 11,25). – R. 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:] 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.

20Porque [eu vos digo, se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo;] quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta aí diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, daí não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

[27Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo, todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela no seu coração.]  

29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo, todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério.

[33Vós ouvistes também o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo, não jureis de modo algum:] nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. [37Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do maligno.] – Palavra da salvação.

Reflexão:

O texto que lemos hoje faz parte do Sermão da montanha, segundo o Evangelho de Mateus. Jesus começa se defendendo ao dizer que não veio abolir a “Lei e os Profetas”, mas mostrar o valor além da superficialidade ou da interpretação fundamentalista. O Mestre defende a Escritura, pois foi dada a Israel para ensinar o caminho da justiça, vista como cumprimento da vontade de Deus. Nos exemplos apresentados, Jesus mostra o jeito correto de interpretar o “espírito da Lei”. Jesus esclarece ou reinterpreta os três mandamentos: do respeito pela vida dos outros, da fidelidade conjugal e da verdade das palavras. “Não matar” significa muito mais do que derramar o sangue do outro. “Não cometer adultério e não repudiar a mulher”: propõe fidelidade mútua e direitos e deveres iguais entre marido e mulher, de modo que haja transparência e honestidade entre eles. “Não jurar falso”: os juramentos não garantem relações baseadas na verdade e na confiança. O cumprimento dos Mandamentos de Deus leva à perfeição do amor.

(Dia a dia com o Evangelho 2026)


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