Liturgia Diária
14 – SÁBADO

SANTOS CIRILO, MONGE, E METÓDIO, BISPO

(branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)

Estes são homens santos, que se tornaram amigos de Deus, gloriosos arautos da verdade divina.

Cirilo, monge, e seu irmão Metódio, bispo, gregos de nascimento, realizaram grandiosa obra missionária junto aos povos eslavos, para os quais traduziram a Bíblia sagrada e os textos da liturgia latina, repartindo-lhes o pão da Palavra de Deus. Tiveram de suportar todo tipo de provações e sofrimentos. São João Paulo 2º os proclamou – com São Bento – padroeiros da Europa.

Primeira Leitura: 1 Reis 12,26-32; 13,33-34

Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 26Jeroboão refletiu consigo mesmo: “Como estão as coisas, o reino vai voltar à casa de Davi. 27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em Jerusalém para oferecer sacrifícios, seu coração se voltará para o seu soberano, Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá”. 28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: “Não subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito”. 29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dã. 30Isso foi ocasião de pecado, pois o povo ia em procissão até Dã para adorar um dos bezerros. 31Jeroboão construiu também templos sobre lugares altos e designou como sacerdotes homens tirados do povo, que não eram filhos de Levi. 32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha construído nos lugares altos. 13,33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e se tornava sacerdote dos lugares altos. 34Esse modo de proceder fez cair em pecado a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 105(106)

Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, / segundo o amor que demonstrais ao vosso povo.

1. Pecamos como outrora nossos pais, / praticamos a maldade e fomos ímpios; / no Egito nossos pais não se importaram / com os vossos admiráveis grandes feitos. – R.

2. Construíram um bezerro no Horeb / e adoraram uma estátua de metal; / eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, / pela imagem de um boi que come feno. – R.

3. Esqueceram-se do Deus que os salvara, / que fizera maravilhas no Egito; / no país de Cam fez tantas obras admiráveis, / no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. – R.

Evangelho: Marcos 8,1-10

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. 4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Cinco ou sete pães? Dois ou mais peixes? Cinco ou quatro mil pessoas alimentadas? Doze ou sete cestos recolhidos com as sobras? Nada disso importa de verdade. Temos mais de uma narração da multiplicação dos pães, cada uma delas coberta de simbologia. Todos os números e cada pequeno detalhe apresentado têm uma explicação e querem transmitir um ensinamento, como nos mostram os exegetas. O essencial, porém, é percebermos que Jesus alimenta a multidão e que o pouco de cada um, quando colocado em comum, gera muitos frutos e é capaz de saciar um número enorme de pessoas. E, obviamente, não estamos falando apenas de comida!

(Dia a dia com o Evangelho 2026)


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