No passado, a arqueologia contribuiu consideravelmente para que paradigmas bíblicos estabelecidos sobre a história de Israel fossem revistos e reinterpretados, o que incidiu fortemente na pesquisa literária. Exemplos a citar são tradição dos patriarcas e a conquista de Canaã. Nas últimas décadas o estudo do Primeiro Testamento vem passando por novas e grandes reviravoltas, como o caso da Monarquia Unida, sob os reinados de Davi e Salomão. A quebra desses paradigmas leva a outras interrogações, algo típico da pesquisa bíblica: se não existiu a conquista, como entender a tradição do Êxodo? Se não existiu a Monarquia Unida, quem ocupou o vácuo histórico deixado por ela? Devemos avançar a cronologia do reinado de Saul? Todas essas perguntas e suas prováveis respostas têm a ver com as novas datações que estão sendo estabelecidas pela arqueologia e pela pesquisa bíblica. Tem a ver também com descoberta da grandeza de Israel Norte, em contrapartida ao arrefecimento de Judá.
Sugestões de leitura: Arqueologia das terras da Bíblia I e II e A Bíblia, a arqueologia e a história de Israel e Judá
José Ademar Kaefer, doutor em sagradas escrituras pela Universidade de Münster, Alemanha; professor titular de antigo testamento do programa de mestrado e doutorado em ciência da religião da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP); professor das Faculdades Claretianas e coordenador do grupo de pesquisas Arqueologia do Oriente Próximo. Pela PAULUS publicou Arquelogia das Terras da Bíblia I e II e A Bíblia, a arqueologia e a história de Israel e Judá e participou da tradução e do comentário da Nova Bíblia Pastoral.
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