FOME DE PÃO DO CÉU
1. Num caminho-travessia
Caminhava uma pessoa
Seguia desanimada
Com sede de água boa
Movia-se sem muita pressa
Talvez estivesse à toa.
2. Ali em seus passos lentos
Qualquer coisa imaginava
Tinha um horizonte à frente
Mas para trás, às vezes, olhava.
Dava a impressão de sofrer
Seu semblante revelava.
3. Era um ser de carne e osso
O que sentia, não sei.
Fosse fome de existência
Ou outra dor, eu palpitei.
Então fui me aproximando
E para ela acenei.
4. Disse-me o seu nome:
“Chamo-me humanidade
Sou parte de uma família
De muitos anos de idade
Por vezes me sinto perdida
Em crise de identidade.
5. Eu sei que vim de Adão
Aquele que se perdeu
E o Criador que é bom
Outra chance lhe deu
A história deu novo rumo
Um povo novo elegeu.
6. Sei que fui criada livre
Pra seguir meu próprio rumo
Mas com o tempo fiz meus muros
Calculei, medi, fiz prumo
Modifiquei o ambiente
Em meu desejo, consumo!
7. Com inteligência fui dotada
Operei grandes invenções
Já fiz remédios incríveis
Construí exímios aviões
Pensei o computador
E lucrei muitos milhões.
8. Visitei outros planetas
Faço turismo espacial
Sou mestra em tecnologia
Sei gerir meu capital
Às vezes eu sou do bem
Noutras, eu faço o mal.
9. Fui criada para o amor
Disso eu tenho certeza
Creio na pessoa humana
Tenho fome de beleza
Eu sou parte de um todo
Universo e natureza.
10. A fome que ainda sinto
Quem sacia é o Pão do céu
O Filho amado de Deus
Palavra encarnada e fiel
Ele é a felicidade plena
A verdade pura, sem véu…”
Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.
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