1ª SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Vi um homem sentado num trono excelso; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo nome e império permanecem eternamente.
Somente livres da incredulidade do coração, seremos capazes de nos tornarmos “companheiros de Cristo”, sempre fiéis anunciadores de sua mensagem. Impulsionados pelo seu Espírito, celebremos confiantes esta Eucaristia, memorial da nossa salvação!
Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 7escutai o que declara o Espírito Santo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, 8não endureçais os vossos corações, como aconteceu na provocação, no dia da tentação, no deserto, 9onde vossos pais me tentaram, colocando-me à prova, 10embora vissem as minhas obras, durante quarenta anos. Por isso me irritei com essa geração e afirmei: sempre se enganam no coração e desconhecem os meus caminhos. 11Assim jurei em minha ira: não entrarão no meu repouso”. 12Cuidai, irmãos, que não se ache em algum de vós um coração transviado pela incredulidade, levando-o a afastar-se do Deus vivo. 13Antes, animai-vos uns aos outros, dia após dia, enquanto ainda se disser “hoje”, para que nenhum de vós se endureça pela sedução do pecado, 14pois tornamo-nos companheiros de Cristo contanto que mantenhamos firme, até o fim, a nossa confiança inicial. – Palavra do Senhor.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os vossos corações.
1. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, † e nós somos o seu povo e seu rebanho, / as ovelhas que conduz com sua mão. – R.
2. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: † “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, / em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras. – R.
3. Quarenta anos desgostou-me aquela raça, † e eu disse: Eis um povo transviado, / seu coração não conheceu os meus caminhos! / E por isso lhes jurei na minha ira: / não entrarão no meu repouso prometido!” – R.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, / e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo,40um leproso chegou perto de Jesus e, de joelhos, pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. – Palavra da salvação.
A Lei mosaica, detalhada no livro do Levítico, é categórica no que se refere à impureza do leproso, exigindo que ele viva afastado de todos, sem poder ser tocado por ninguém. Jesus rompe com essa cadeia de prescrições que se contrapõe à dignidade da vida e da pessoa: estende a mão, toca no homem com lepra e o purifica. Agindo assim, Jesus mostra que o amor não marginaliza ninguém. O amor abraça a todos, acolhe a todos, está sempre pronto para “purificar”, para curar de todo mal e sofrimento. É interessante que, antes de agir, Jesus escuta o apelo do leproso, mas não só. O Evangelho destaca a “ira” de Jesus, entendida aqui como a revolta contra o sistema opressor que exclui e distancia o leproso, e, ao mesmo tempo, o profundo sentimento de compaixão que o Mestre sente pelo leproso.
(Dia a dia com o Evangelho 2027)
É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.
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