1ª SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Vi um homem sentado num trono excelso; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo nome e império permanecem eternamente.
A autoridade de Jesus é manifestada publicamente diante daqueles que o escutavam com admiração. Nesta liturgia, proclamamos que a força da Palavra de Deus pode transformar as realidades afetadas pelo mal. Celebremos, pois, os divinos mistérios, deixando-nos santificar por Jesus!
Leitura da carta aos Hebreus – 5Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6A esse respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10Convinha de fato que aquele por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o Santificador, quanto os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por essa razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”. – Palavra do Senhor.
Destes domínio ao vosso Filho / sobre tudo o que criastes.
1. Ó Senhor, nosso Deus, como é grande / vosso nome por todo o universo! / Perguntamos: “Senhor, que é o homem, † para dele assim vos lembrardes / e o tratardes com tanto carinho?” – R.
2. Pouco abaixo de Deus o fizestes, / coroando-o de glória e esplendor; / vós lhe destes poder sobre tudo, / vossas obras aos pés lhe pusestes. – R.
3. As ovelhas, os bois, os rebanhos, / todo o gado e as feras da mata; / passarinhos e peixes dos mares, / todo ser que se move nas águas. – R.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Acolhei a Palavra de Deus não como palavra humana, / mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – 21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade: ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. – Palavra da salvação.
Ao contrário do que normalmente pensamos, Jesus nos mostra que autoridade é um serviço, e está ligada à coerência entre o que se prega e o que se vive. Exatamente isso é o que aprendemos do Evangelho de hoje. Jesus fala com autoridade não porque tem status superior aos outros, mas porque o que diz é sincero, brota do fundo do seu coração, e está ligado à sua vida. Jesus tem autoridade verdadeira porque o centro está no outro, e não em si mesmo, como faz a maioria das pessoas que têm “poder”. Jesus demonstrou que a verdadeira autoridade se manifesta ao servir, amar e dar a vida pelo outro, e não ao exercer poder sobre eles. Isso é o que cada cristão deve imitar e seguir.
(Dia a dia com o Evangelho 2027)
É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.
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