OITAVA DO NATAL
(branco, glória – ofício próprio)
Quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio do seu curso, a vossa palavra onipotente, Senhor, desceu do céu, do vosso trono real (Sb 18,14s).
A profetisa Ana reconhece em Jesus o Messias e, por isso, glorifica a Deus e anuncia a todos a chegada do Libertador esperado. Ao celebrar esta Eucaristia, unamos nossas vozes e juntos elevemos ao Senhor nosso louvor!
Leitura da primeira carta de São João – 12Eu vos escrevo, filhinhos: os vossos pecados foram perdoados por meio do seu nome. 13Eu vos escrevo, pais: vós conheceis aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevo, jovens: vós vencestes o maligno. 14Já vos escrevi, filhinhos: vós conheceis o Pai. Já vos escrevi, jovens: vós sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o maligno. 15Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. 16Porque tudo o que há no mundo – as paixões da natureza, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo. 17Ora, o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. – Palavra do Senhor.
O céu se rejubile e exulte a terra!
1. Ó família das nações, dai ao Senhor, † ó nações, dai ao Senhor poder e glória, / dai-lhe a glória que é devida ao seu nome! – R.
2. Oferecei um sacrifício nos seus átrios, † adorai-o no esplendor da santidade, / terra inteira, estremecei diante dele! – R.
3. Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” † Ele firmou o universo inabalável, / e os povos ele julga com justiça. – R.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um dia sagrado brilhou para nós: / nações, vinde todas adorar o Senhor, / pois hoje desceu grande luz sobre a terra! – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 36havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. – Palavra da salvação.
A narração da apresentação no templo, que começamos a ler ontem, conclui-se com a referência à profetisa Ana, mostrando a importância das mulheres na vida de Jesus. Ana era uma mulher forte, que dedicou sua vida para servir a Deus no templo “com jejuns e orações, noite e dia”. É justo, portanto, que também ela seja recordada como testemunha do cumprimento das promessas. A Lei judaica, de fato, exigia o depoimento de duas testemunhas para garantir a autenticidade de um fato. Simeão e Ana exprimem, com sua idade avançada, a longa espera da humanidade e apresentam-se como testemunhas fidedignas da vinda do Salvador. Após este episódio, os Evangelhos silenciam sobre a vida de Jesus (com exceção da descrição de Jesus com 12 anos no templo, em Lc 2,41-52), que viveu por cerca de trinta anos “ocultamente”, submetido à Lei e à cultura judaica.
(Dia a dia com o Evangelho 2026)
É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.
Assinar