15 – SÁBADO | Paulus Editora

Liturgia Diária
15 – SÁBADO

19ª SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – ofício do dia)

Lembrai-vos, Senhor, da vossa aliança e nunca esqueçais a vida dos vossos pobres. Levantai-vos, Senhor, e julgai vossa causa, e não fecheis o ouvido ao clamor dos que vos procuram (Sl 73,20.19.22s).

O profeta previne o povo de que a disposição atual do coração humano é a chave para a salvação, cuja realização independe de circunstâncias do passado. Reunidos em torno do altar da Eucaristia, disponhamo-nos a compreender o ministério de Cristo, que acolhe os pequeninos para lhes dar o Reino dos Céus.

Primeira Leitura: Ezequiel 18,1-10.13.30-32

Leitura da profecia de Ezequiel – 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Que provérbio é este que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados’? 3Juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus –, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer. 5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá – oráculo do Senhor Deus. 10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta – oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 50(51)

Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

1. Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. / Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

2. Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! / Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R.

3. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

Evangelho: Mateus 19,13-15

Aleluia, aleluia, aleluia.

Graças te dou, ó Pai, / Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, / escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Pequeno trecho do Evangelho, mas com um profundo ensinamento: o Reino dos Céus pertence aos pequenos e fracos. Para compreender plenamente a mensagem de Jesus, precisamos recordar o que ele tinha dito pouco antes, em Mateus 18,1-5, que meditamos na última terça-feira. Vale a pena reler o Evangelho e a reflexão, pois ali vemos a associação do Reino com a atitude de humildade e respeito para com os simples e frágeis, assim como as pequenas crianças. Mas hoje Jesus vai além, afir-mando que ele é o caminho e a porta para o Reino, por isso nenhum desses pequenos pode ser impedido de o seguir, ou melhor, eles devem ser auxiliados no itinerário de aproximação de Jesus. Essa é a função dos discípulos, por isso são reprimidos quando fazem o contrário. Não temos hoje a mesma tentação de facilitar o acesso dos ricos e influentes à Igreja? É verdade que nosso discurso sempre fala dos pobres e oprimidos, mas, na prática, são eles que são acolhidos de modo privilegiado na Igreja? Eles que participam das grandes festas? Eles que são homenageados e con-decorados? Algo que nos deve fazer refletir e mudar algumas práticas atuais para retomarmos o caminho indicado por Jesus.

(Dia a dia com o Evangelho 2026)


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