16 de agosto – ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA | Paulus Editora

O Domingo – Palavra
16 de agosto – ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

MARIA, SINAL DO NOVO CÉU E DA NOVA TERRA

A solenidade da Assunção é a mani­festação de Deus, sempre presente na his­tória de homens e mulheres que atendem ao seu chamado e, com generosidade, dizem “sim”. Para nós, esta solenidade é a continuação da Páscoa de Jesus e da sua ressurreição, que nos impulsiona a acreditar que a morte não tem a última palavra e a dor não é para sempre. Nos­so lugar é o céu, fomos feitos para ele.

Na primeira leitura, vemos que a mu­lher permanece firme diante das ameaças e perseguições do dragão que, a todo custo, tenta devorar seu Filho. A resposta de Deus é sempre cumprir o que prometeu: ele não abandona seu povo. A vitória sobre o dragão – o qual se manifesta no coração humano e em toda forma de injustiça social – não é resultado da força humana, mas da ação salvadora do Senhor, que protege seu povo e cuida dos seus.

Nessa história, Maria não está sepa­rada de nós, mas confronta nossa reali­dade e torna-se sinal do nosso futuro. O que Deus fez em Maria é o que deseja fazer em nós. Em um mundo marcado por tantas perdas, incertezas e violência – especialmente, hoje, contra a mulher, desembocando, não raro, no feminicídio –, esta verdade traz esperança: fo­mos criados para a vida plena, para a comunhão com Deus.

Se o pecado traz a morte, a espe­rança traz ressurreição. A carta de Pau­lo insiste no fato de que todo cristão tem, como norte de salvação, a ressur­reição de Jesus. Nossa fé se baseia nessa verdade. Por isso, a assunção de Maria também está inteiramente ligada a esse evento. Como Mãe, ela conheceu o peso da fidelidade por meio do martírio da alma e do coração, solidária que foi ao seu Filho na cruz.

O Evangelho ressalta algo que parece ter perdido sentido neste mundo: a es­perança. É ela que, em nossas batalhas diárias, nos ajuda a acreditar na vitória do amor. Com atenção, meditemos o Mag­nificat, canto de todos aqueles que com­preendem a ação de Deus na sua vida. Nossa Senhora proclama que Deus não é apático, mas vê, escuta, age e interfe­re na história. Viver esse Evangelho hoje significa, antes de tudo, abrir os olhos para os que estão à margem – os pobres, os esquecidos, os que não têm voz. Ma­ria nos ensina que a verdadeira fé não é neutra: ela se inclina para os pequenos.

O cântico de Maria também nos aju­da a sonhar com a terra que Deus dese­ja para nós. Recorda que fomos criados para uma vida de amor já no presente. Também para nós, a vida elevada aos céus por Deus não é um prêmio a ser recebido no futuro, mas um dom de amor do Pai. Quem vive como Maria, encontra, nesta terra, um gosto do céu. A Mãe de Jesus, portanto, hoje nos con­vida a cantar aquilo que Deus já come­çou a realizar e que um dia será pleno: um mundo reconciliado, onde não ha­verá mais dor, nem exclusão, nem desi­gualdade – o advento daquilo que a Es­critura chama de “novo céu e nova terra”.

Aldreson de Almeida

Cooperador paulino


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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