Liturgia Diária
24 – TERÇA-FEIRA

1ª SEMANA DA QUARESMA

(roxo – ofício do dia)

Senhor, vós vos tornastes um refúgio para nós de geração em geração; desde sempre e para sempre, vós sois Deus (Sl 89,1s).

A oração é a base da vida espiritual de todo cristão. Nossa oração, no entanto, deve ser comprometida com a realidade. Rezar o pai-nosso supõe a busca de um mundo melhor, orientada pela Palavra de Deus. Celebremos nosso compromisso de fé e de vida!

Primeira Leitura: Isaías 55,10-11

Leitura do livro do profeta Isaías – Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 33(34)

O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

1. Comigo engrandecei ao Senhor Deus, / exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou. – R.

2. Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia. – R.

3. O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, / e seu ouvido está atento ao seu chamado; / mas ele volta a sua face contra os maus, / para da terra apagar sua lembrança. – R.

4. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. / Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. – R.

Evangelho: Mateus 6,7-15

Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Muitas vezes vemos a oração como uma negociação com Deus: preciso disso; se você me der, eu faço aquilo! Não, não pode ser assim. Não podemos rezar apenas quando precisamos de algo, quando estamos aflitos, desesperados. Obviamente, num momento de dor e sofrimento, podemos recorrer a Deus para buscar força e proteção, mas a oração é muito mais do que isso. Ela é como uma bússola que orienta, a luz que ilumina o caminho e a força que sustenta na peregrinação da vida. A oração é um diálogo com Deus, leve e descontraído, como uma conversa entre pai e filho, por isso Jesus ensina seus discípulos a rezarem o Pai-nosso. Essa é a oração principal da vida do cristão, não só porque foi o próprio Cristo que nos pediu que a rezássemos, mas porque ela é completa, tocando todas as dimensões da nossa vida material e espiritual. Que tal dedicarmos agora alguns minutos para rezar o Pai-nosso?

(Dia a dia com o Evangelho 2026)


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É um subsídio mensal que contempla toda a caminhada litúrgica de cada mês. Apresenta ao leitor algumas opções de orações eucarísticas, um breve comentário dos santos e das leituras de cada dia, uma variada opção de cantos, além de trazer, a cada domingo, uma opção de círculo bíblico.

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