JESUS CRISTO: MODELO DE SANTIDADE
O Senhor é santo e fonte de toda santidade. Celebramos o amor infinito de Deus, que associou à sua santidade nossos irmãos e irmãs que souberam, aqui na terra, viver o seu projeto de vida e praticar os seus mandamentos. Eles hoje participam da bem-aventurança eterna junto do Pai.
Como cristãos, somos chamados a ser santos. Para consegui-lo, cumpre espelharmo-nos em Jesus Cristo, Senhor da vida. Ele é a luz que vem para iluminar o caminho de todos. Ele vem pregar um reino que não faz acepção de pessoas. Todos podem aderir ao seu evangelho. O fundamento do reino e do projeto de Deus é o amor. Este amor de Deus é revelado pela presença de Jesus entre nós. Conhecendo e vivendo esse amor, o cristão vai sendo instrumento de uma transformação radical da sociedade em que vive. Foi o que fizeram os santos e santas, que celebramos neste domingo.
Se passarmos em revista a vida de todos os santos, vamos perceber que cada um deles, conforme o seu tempo, o seu contexto e a sua consciência, procurou dar, a exemplo de Jesus, o melhor de si no cumprimento daquilo que considerava o seu dever de cristão.
Jesus Cristo, formando a sua Igreja, quis dar continuidade à sua ação no mundo. Uma ação que quer desinstalar as forças de violência e injustiça que agem desastrosamente em meio à sociedade. Como luz do mundo, Jesus quer denunciar e iluminar os ângulos escuros das relações humanas em que se praticam os reversos da fraternidade. Portanto, o papel da Igreja é evidenciar, diante de todos, que os verdadeiros fundamentos da fé cristã consistem no respeito aos mandamentos de Deus e, por conseguinte, aos direitos fundamentais de cada pessoa humana.
Por detrás dessa missão da Igreja está o amor de Deus testemunhado por Jesus Cristo. O Senhor quer que os filhos e filhas de Deus, que somos nós, vivamos fraternalmente. Cabe a quem adere à vida cristã ser um testemunho do amor e da fraternidade. Trata-se de uma construção progressiva que exige empenho cotidiano.
A lei de Jesus, o novo Moisés, revela-nos o verdadeiro sentido da fé do povo de Deus. Uma fé que não exclui ninguém, mas a todos testemunha que não é possível a convivência pacífica entre as pessoas se não houver relações de fraternidade entre elas. Ser santo nada mais é que assumir essa nova consciência do ser cristão no contexto em que cada um está inserido.
Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.
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