O Domingo – Palavra
14 de julho – 15º DOMINGO COMUM

QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Amar a Deus e o próximo como a si mesmo. Essa é a frase que resume todos os preceitos religiosos. Amar a Deus e o próximo são dois mandamentos inseparáveis. Dizer amar a Deus, mas viver odiando as pessoas com quem se convive, é mentir para si mesmo, é se iludir, pois quem quer seguir Jesus precisa entender, antes de tudo, que Deus pede de cada um de nós que nos importemos, nos preocupemos com o nosso próximo; convida-nos a desejar-lhe todo o bem, fazer o que estiver ao nosso alcance para que seja feliz, viva em paz; a ser justos e sinceros com ele, não enganá-lo. Isso é amar o próximo.

Mas quem é o meu próximo? Essa foi a pergunta que o doutor da lei fez a Jesus (cf. Lc 10,29). A resposta parece simples. Poderíamos dizer: o próximo é alguém que está perto de nós, é o nosso vizinho, é a pessoa com quem convivemos. Assim, o próximo é qualquer pessoa com quem nos encontremos ao longo do caminho, em qualquer fase da vida, em qualquer situação. Mas o que muitas vezes acontece? Vamos imaginar uma dessas festas de gente muito rica, que se acha muito poderosa. Na festa encontramos pessoas bem vestidas, exibindo roupas caras e joias escandalosas. Essas pessoas bebem, comem e dão gargalhadas. Servindo-as temos os garçons e garçonetes, cozinheiros, seguranças. Eles estão fisicamente bem perto daquela gente refinada. Mas as pessoas refinadas nem sequer olham para eles, considerados meros serviçais. Pegam a bebida e a comida servida nas bandejas como se não houvesse ninguém ali. Tratam-nos como se fossem peças do mobiliário. Ai deles se cometerem algum deslize!

Em geral, temos a inclinação de considerar como nosso próximo alguém que é da mesma família, do mesmo bairro ou da mesma situação social. Os outros são os estranhos. Muitas vezes nem lhes dirigimos a palavra, até com boas razões para isso – por exemplo, a nossa segurança. Na história do samaritano, porém, Jesus nos dá uma lição bem diferente desse modo de pensar: meu próximo é todo ser humano, qualquer pessoa que passe pela minha vida, especialmente a que precisa de minha ajuda.

Viver isso não é fácil, mas nossa tarefa é pouco a pouco romper esquemas de preconceito e até de ódio contra as pessoas que são diferentes, que têm outro estilo de vida, que professam crenças diversas das nossas. Não é preciso concordar com todos, mas a todos nos cumpre amar, pois é por meio das pessoas que expressamos do melhor modo o amor a Deus.

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O Domingo – Palavra

O objetivo deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir às comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. Ele contém as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do Hinário litúrgico da CNBB e um artigo que trata da liturgia do dia ou de algum acontecimento eclesial.

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