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Bíblia Sagrada - Edição Pastoral
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6. Tentativa de manipular Javé

Um deus visível -* 1 Quando o povo notou que Moisés estava demorando para descer da montanha, reuniu-se em torno de Aarão, e lhe disse: «Vamos! Faça para nós um deus que caminhe à nossa frente, porque não sabemos o que aconteceu com esse Moisés que nos tirou do Egito». 2 Aarão respondeu-lhes: «Tirem os brincos de ouro de suas mulheres, filhos e filhas, e tragam aqui». 3 Então todo o povo tirou os brincos e os levou para Aarão. 4 Este recebeu o ouro, fundiu-o num molde e fez a estátua de um bezerro. Então eles disseram: «Israel, este é o seu deus, que tirou você do Egito». 5 Quando Aarão viu isso, construiu um altar diante da estátua, e proclamou: «Amanhã será festa em honra de Javé». 6 No dia seguinte, levantaram-se bem cedo, ofereceram holocaustos e levaram sacrifícios de comunhão. O povo sentou-se para comer e beber, e depois se levantou para se divertir.

A libertação não é projeto elitista -* 7 Javé disse a Moisés: «! Desça, porque seu povo, que você tirou do Egito, se perverteu. 8 Desviaram-se logo do caminho que eu lhes havia ordenado. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, e o adoraram, oferecendo a ele sacrifícios e dizendo: ‘Israel, este é o seu deus que tirou você do Egito’.» 9 E Javé continuou: «Vejo que esse povo é um povo de cabeça dura. 10 Agora, portanto, deixe-me, porque minha ira vai se acender contra eles, até consumi-los. E de você, eu farei uma grande nação».

11 Então Moisés suplicou a Javé, seu Deus, dizendo: «Javé, por que a tua ira se acende contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e mão forte? 12 Por que os egípcios haveriam de dizer: ‘Ele os tirou com intenção, para matá-los entre as montanhas e exterminá-los da face da terra’? Desiste do incêndio de tua ira e volta atrás do castigo que pretendias impor ao teu povo. 13 Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaac e Israel, aos quais juraste por ti mesmo, dizendo: ‘Eu multiplicarei a descendência de vocês como as estrelas do céu, e toda a terra que lhes prometi, eu a darei aos filhos de vocês, para que a possuam para sempre’ «. 14 Então Javé se arrependeu do castigo com o qual havia ameaçado o seu povo.

É importante rever os erros -* 15 Moisés voltou e desceu da montanha, com as duas tábuas da aliança na mão, tábuas escritas nos dois lados, na frente e no verso. 16 As tábuas eram obra de Deus, e a escritura era feita por Deus, gravada nas tábuas.

17 Josué ouviu o barulho do povo, que dava gritos, e disse a Moisés: « um grito de guerra no acampamento18 Moisés respondeu: «Não é grito de vitória, nem grito de derrota: estou ouvindo cantos alternados».

19 Quando se aproximou do acampamento e viu o bezerro e as danças, Moisés ficou enfurecido, jogou as tábuas e as quebrou no da montanha. 20 Pegou o bezerro que haviam feito, o queimou e o moeu até reduzi-lo a . Depois espalhou o na água e fez os filhos de Israel beberem.

21 Moisés perguntou a Aarão: «O que foi que este povo fez a você, para que você o arrastasse a um pecado tão grande22 Aarão respondeu: «Não fique irritado, senhor. Você sabe o quanto este povo é inclinado para o mal. 23 Eles me pediram: ‘Faça para nós um deus que caminhe à nossa frente, porque não sabemos o que aconteceu com esse Moisés, que nos tirou do Egito’. 24 Eu disse então: ‘Quem tiver ouro, que o traga’. Eles me trouxeram, eu joguei no fogo, e saiu esse bezerro».

Cortar o mal pela raiz -* 25 Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão os havia abandonado à zombaria dos inimigos. 26 Então Moisés ficou de no meio do acampamento, e gritou: «Quem estiver do lado de Javé, venha até mim». E todos os filhos de Levi se reuniram em torno dele. 27 Moisés então lhes disse: «Assim diz Javé, o Deus de Israel: ‘Cada um coloque a espada na cintura. Passem e repassem o acampamento, de porta em porta, matando até mesmo o seu irmão, companheiro e parente’.» 28 Os filhos de Levi fizeram o que Moisés havia mandado. E nesse dia morreram uns três mil homens do povo. 29 Então Moisés disse: «Hoje vocês se consagraram a Javé, à custa do filho ou do irmão, a fim de que ele hoje conceda a bênção a vocês».

As conseqüências do pecado -* 30 No dia seguinte, Moisés disse ao povo: «Vocês cometeram um pecado gravíssimo, mas agora eu vou subir até Javé, para ver se posso expiar o pecado de vocês». 31 Então Moisés voltou para Javé, e disse: «Este povo cometeu um pecado gravíssimo, fabricando um deus de ouro. 32 Agora, porém, ou perdoas o pecado deles ou me riscas do teu livro». 33 Javé respondeu a Moisés: «Riscarei do meu livro todo aquele que pecou contra mim. 34 Agora e conduza o povo para onde eu lhe disse: meu anjo irá na frente. Mas quando chegar o dia das contas, eu punirei o pecado deles». 35 E Javé castigou o povo por adorar o bezerro que Aarão tinha feito.




* 32,1-6: Pensando que Moisés tivesse desaparecido ou morrido, o povo sentiu a necessidade de um novo líder que o conduzisse para a terra de Canaã. Ao invés de escolher um líder humano que dirigisse o projeto, o povo pediu que Aarão desse a ele um deus visível. O bezerro de ouro é uma representação visível de Javé: o principal problema é transformar Javé em ídolo manipulável, violando o segundo mandamento do decálogo.



* 7-14: Diante da infidelidade do povo, Javé quer abandonar o seu projeto e escolher outro povo. Moisés, porém, chama a atenção de Javé, mostrando que ele está comprometido com o povo por causa de sua promessa aos antepassados. O projeto de libertação não pode ser elitista: há de contar com as fraquezas e ambigüidades do povo.



* 15-24: Quebrando as tábuas, Moisés mostra que o comportamento do povo foi uma violação da aliança. O bezerro transformado em pó é uma prova de que se trata apenas de um ídolo material, sem poder algum. Aarão, por seu lado, em vez de se preocupar com o projeto da libertação, está mais interessado em se desculpar. O importante não é arrumar desculpas ou explicações, mas examinar profundamente o erro, a fim de retomar a caminhada.



* 25-29: Diante de um erro que compromete todo um projeto, a atitude de Moisés mostra que é necessário cortar o mal pela raiz.



* 30-35: Javé pune os culpados: o povo sofre as conseqüências por ter retardado o processo da libertação. Os erros podem ser perdoados, mas não é possível deixar o culpado livre da responsabilidade por seus atos.






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