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Bíblia Sagrada - Edição Pastoral
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A terra é de todos * 1 Ai daqueles que, deitados na cama, ficam planejando a injustiça e tramando o mal! É só o dia amanhecer, o executam, porque têm o poder em suas mãos. 2 Cobiçam campos, e os roubam; querem uma casa, e a tomam. Assim oprimem ao homem e à sua família, ao proprietário e à sua herança.

3 É por isso que assim diz Javé: Vejam! Estou planejando contra esta gente uma desgraça, da qual não poderão esconder o pescoço, nem poderão andar de cabeça erguida. Será um tempo de desgraça. 4 Nesse dia, vão zombar de vocês, cantando esta lamentação: «Fomos completamente saqueados, a herança do meu povo foi dada a outro; quem irá devolvê-la? Os invasores é que sorteiam nossos campos». 5 Por isso, você não terá quem sorteie os lotes na assembléia de Javé.

Não profetizem -* 6 Eles profetizam: «Não profetizem, ão profetizem essas coisas! A desgraça não cairá sobre nós. 7 Por acaso, a casa de Jacó foi amaldiçoada? Acabou a paciência de Javé? É isso que ele costuma fazer? Por acaso, sua promessa não é de benção para quem vive com retidão

Vocês são inimigos do povo -* 8 São vocês os inimigos do meu povo: de quem está sem o manto, vocês exigem a veste; a quem vive tranqüilo, vocês tratam como se estivesse em guerra; 9 vocês expulsam da felicidade de seus lares as mulheres do meu povo, e tiram dos seus filhos a liberdade que eu lhes tinha dado para sempre. 10 Vamos! Andem! Porque este não é mais um lugar de repouso. Por um nada, vocês exigem uma hipoteca insuportável. 11 Se aparecesse um homem contando estas mentiras: «Eu lhes anuncio vinho e bebida forte», este sim seria um prodeta para esse povo!

Javé nos libertará -* 12 Eu reunirei você todo, ó Jacó; recolherei o que sobrou de você, ó Israel! Vou colocá-los juntos, como ovelha num curral, como rebanho reunido no meio do pasto, fazendo barulho longe das pessoas. 13 Na frente deles sobe aquele que abre uma brecha; eles forçam, atravessam a porta e saem por ela. O seu rei vai à frente, Javé é seu chefe.




* 8-16: Miquéias lamenta a devastação da pátria por uma invasão assíria, que passa por toda a região, chega à fronteira do Egito e ameaça Jerusalém, a capital. Trata-se, provavelmente, da invasão de Senaquerib em 701 a.C. Usando o nome das cidades, com jogo de palavras impossível de ser traduzido, o profeta descreve a desgraça de cada uma. Por fim, entrevê o momento em que a «glória de Israel» (= o rei ou a arca da Aliança) terá que ser escondida na gruta de Odolam, como fez Davi quando perseguido por Saul (cf. 1Sm 22,1; 2Sm 23,13).



* 2,1-5: Quando as tribos se instalaram na Terra Prometida, os territórios foram sorteados fraternamente, para que cada família tivesse o seu lote. Agora, os ricos e poderosos, pouco a pouco, vão tomando cada vez mais campos e casas. Desse modo, junto aos latifúndios, muitas famílias ficam na miséria, impossibilitadas de ter a sua parte na terra do povo de Deus. Mas o profeta anuncia o julgamento: em breve, o invasor tomará tudo, e não haverá mais um povo, pois a terra pertencerá aos estrangeiros.



* 6-7: O grupo atingido pela denúncia de Miquéias replica que as palavras dele não estão de acordo com a teologia oficial, isto é: Javé nunca amaldiçoa o povo eleito, porque este é seu aliado.



* 8-11: Miquéias torna a dizer a essas pessoas que elas já não fazem parte do povo de Deus. De fato, tornaram-se inimigas desse povo, explorando e humilhando homens, mulheres e crianças, deixando-os sem roupa, sem lar e sem liberdade. O profeta adequado para esse grupo, diz Miquéias, é aquele que procura ocultar a verdade, mantendo a alienação.






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