{"id":70411,"date":"2024-03-12T14:12:46","date_gmt":"2024-03-12T17:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=70411"},"modified":"2024-03-12T14:12:46","modified_gmt":"2024-03-12T17:12:46","slug":"61-carta-aos-galatas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/61-carta-aos-galatas\/","title":{"rendered":"61. Carta aos G\u00e1latas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os g\u00e1latas eram um povo celta ou gaul\u00eas que havia migrado no s\u00e9culo 4\u00ba a.C., da G\u00e1lia para a \u00c1sia Menor, fixando-se no territ\u00f3rio que circundava Ancara, capital da Turquia ao sul do Mar Morto. Mais tarde, a Gal\u00e1cia tornou-se prov\u00edncia romana durante o governo de Augusto. Os g\u00e1latas eram gentios, isto \u00e9, n\u00e3o pertenciam ao povo judeu. Sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mistura de v\u00e1rios povos, com pequena porcentagem de judeus. Era um povo campesino, mais que citadino. No tempo de Paulo, a prov\u00edncia abrangia uma \u00e1rea muito grande. Era famosa por seus mercados de escravos. Talvez por isso, Paulo acentua os aspectos da escravid\u00e3o e da liberdade na Carta aos G\u00e1latas. Os g\u00e1latas adotavam as supersti\u00e7\u00f5es e a mitologia grega. A carta d\u00e1 a entender que era um povo receptivo e hospitaleiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua segunda viagem, Paulo passou pela regi\u00e3o da Gal\u00e1cia, fundando comunidades, depois visitadas durante a terceira viagem. Um grupo de tend\u00eancia judaizante, ligado \u00e0 comunidade de Jerusal\u00e9m, atacava a doutrina de Paulo e tentava impor aos g\u00e1latas as leis hebraicas, principalmente a circuncis\u00e3o. Ainda mais, acusava Paulo de n\u00e3o ser ap\u00f3stolo por n\u00e3o pertencer ao grupo dos doze.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo escreveu a Carta aos G\u00e1latas durante a terceira viagem mission\u00e1ria, por volta de 57 a.C., provavelmente de \u00c9feso. G\u00e1latas \u00e9 a quarta das grandes cartas paulinas, junto com Romanos e 1 e 2 Cor\u00edntios. Podemos dizer que os temas centrais da Carta aos G\u00e1latas s\u00e3o a justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 e a liberdade em Cristo. Nesta carta, Paulo \u00e9 muito duro contra os g\u00e1latas, escreve-lhes a mais dura das cartas paulinas, mostra o car\u00e1ter forte e apaixonado do ap\u00f3stolo. Podemos dividir a Carta aos G\u00e1latas em tr\u00eas partes, antecedidas por uma introdu\u00e7\u00e3o e seguidas de uma conclus\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o (Gl 1,1-5): Paulo se considera ap\u00f3stolo gra\u00e7as a Jesus Cristo. Com muita \u00eanfase defende sua voca\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o divina. A seguir sa\u00fada os g\u00e1latas com a gra\u00e7a e a paz. Inclui, como remetentes, tamb\u00e9m os irm\u00e3os que o rodeiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Evangelho de Paulo (Gl 1,6-2,21): Paulo chama a aten\u00e7\u00e3o dos g\u00e1latas de que est\u00e3o abandonando o evangelho por ele pregado, desviando-se para outro evangelho que leva \u00e0 escravid\u00e3o. N\u00e3o existe outro evangelho, diz Paulo, e maldito aquele que anuncia outro evangelho. Ele cita o exemplo de sua vida. Fala do conc\u00edlio de Jerusal\u00e9m, que foi sinal de unidade. Fala do conflito que teve com Pedro, chamando-o de hip\u00f3crita. Conclui com a bela declara\u00e7\u00e3o: \u201c\u00e9 Cristo que vive em mim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. A f\u00e9 liberta e a lei escraviza (Gl 3,1-4,11): Paulo considera os g\u00e1latas sem ju\u00edzo. S\u00e3o filhos de Abra\u00e3o aqueles que t\u00eam f\u00e9 e ser\u00e3o aben\u00e7oados junto com Abra\u00e3o. A lei n\u00e3o justifica, o justo vive pela f\u00e9. Podemos dizer que o centro da carta est\u00e1 a convic\u00e7\u00e3o de Paulo (Gl 3,28), segundo a qual n\u00e3o h\u00e1 mais barreiras entre as pessoas e os povos<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Da escravid\u00e3o \u00e0 liberdade (Gl 4,12-6,10): Paulo foi recebido com muito carinho pelos g\u00e1latas por ocasi\u00e3o de uma enfermidade do ap\u00f3stolo. Lembra os dois filhos de Abra\u00e3o: o da mulher livre (Sara\/Isaac) e o da escrava (Agar\/Ismael). Os g\u00e1latas representam o filho da livre, herdeiro da promessa. Os crist\u00e3os s\u00e3o pessoas novas guiados pelo Esp\u00edrito. Faz distin\u00e7\u00e3o das obras da carne e as do Esp\u00edrito. O amor fraterno consiste em carregar os fardos uns dos outros. A liberdade, para Paulo, n\u00e3o \u00e9 individualismo, mas solidariedade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o (Gl 6,11-18): Escrevendo do pr\u00f3prio punho, Paulo chama a aten\u00e7\u00e3o daqueles que se vangloriam da carne (circuncis\u00e3o), ele se vangloria da Cruz de Cristo. Enquanto os advers\u00e1rios trazem o sinal da circuncis\u00e3o, Paulo traz as marcas de Jesus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os g\u00e1latas eram um povo celta ou gaul\u00eas que havia migrado no s\u00e9culo 4\u00ba a.C., da G\u00e1lia para a \u00c1sia Menor, fixando-se no territ\u00f3rio que circundava Ancara, capital da Turquia ao sul do Mar Morto. Mais tarde, a Gal\u00e1cia tornou-se prov\u00edncia romana durante o governo de Augusto. 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