{"id":53298,"date":"2020-11-09T14:03:29","date_gmt":"2020-11-09T17:03:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=53298"},"modified":"2020-11-09T14:03:29","modified_gmt":"2020-11-09T17:03:29","slug":"a-celebracao-como-ato-comunitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/a-celebracao-como-ato-comunitario\/","title":{"rendered":"A celebra\u00e7\u00e3o como ato comunit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Certamente, muitos de n\u00f3s temos boas recorda\u00e7\u00f5es de momentos, vividos em fam\u00edlia ou em comunidade, marcados por muita alegria, partilha de vida e companheirismo. De modo geral, esses momentos acontecem em torno de uma mesa farta onde, al\u00e9m da vida, partilha-se tamb\u00e9m o alimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas tamb\u00e9m na cotidianidade da vida a mesa ocupa um lugar muito relevante. \u00c9 em torno dela que a fam\u00edlia se re\u00fane e cada um de seus membros pode sentir-se parte daquele todo forte e unido. Hoje, infelizmente, s\u00e3o cada vez mais comuns fam\u00edlias que n\u00e3o se re\u00fanem para refei\u00e7\u00f5es \u00e0 mesa, s\u00e3o como estranhos dentro da mesma casa. Reflexos desse novo modo de ser j\u00e1 pode ser sentido de diversas maneiras em nossa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3 \u2013 por ser celebra\u00e7\u00e3o da vida \u2013 a mesa ocupa tamb\u00e9m um lugar central. Toda celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 um momento marcadamente comunit\u00e1rio e o encontrar-se ao redor da mesa e partilhar o mesmo p\u00e3o e o mesmo vinho \u00e9 sinal dessa unidade de todos os membros da assembleia. Quando se vai participar de uma celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica deve-se ir com a consci\u00eancia de tomar parte em uma a\u00e7\u00e3o comum. J\u00e1 n\u00e3o se trata de cada um ir pedir por suas inten\u00e7\u00f5es, mas celebrar, como um s\u00f3 corpo, o mist\u00e9rio de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As Diretrizes Gerais da a\u00e7\u00e3o evangelizadora da Igreja no Brasil apresentam exig\u00eancias da celebra\u00e7\u00e3o entendida como ato comunit\u00e1rio: \u201cpresen\u00e7a, acolhida das pessoas, cuidado e afeto pelos outros\u201d (DGAE, 94).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos nos perguntar at\u00e9 que ponto esses elementos est\u00e3o presentes em nossas comunidades. Ser\u00e1 que as pessoas que participam de nossas celebra\u00e7\u00f5es t\u00eam o m\u00ednimo de conhecimento m\u00fatuo? Muitas vezes as nossas igrejas se parecem com uma sala de cinema na qual cada um ocupa o seu lugar, sem nenhum envolvimento com os outros que est\u00e3o na mesma sala. A acolhida nas nossas comunidades n\u00e3o deveria ser tarefa somente das equipes de acolhida, mas atitude compartilhada por todos os que as comp\u00f5em.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Eucaristia \u00e9 o centro de toda a vida crist\u00e3. Como nos recordam as j\u00e1 citadas Diretrizes Gerais, \u201ca comunidade eclesial tem na Eucaristia a sua mesa por excel\u00eancia: memorial da P\u00e1scoa do Senhor, banquete fraterno, penhor da vida definitiva\u201d (id.). J\u00e1 foi dito que \u201ca Eucaristia edifica a Igreja, e a Igreja faz a Eucaristia&#8221;\u00a0<em>(Ecclesia de Eucharistia,\u00a0<\/em>26). \u00c9 nessa rela\u00e7\u00e3o que vamos sendo alimentado nessa mesa e nos tornando disc\u00edpulos e mission\u00e1rios de Jesus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certamente, muitos de n\u00f3s temos boas recorda\u00e7\u00f5es de momentos, vividos em fam\u00edlia ou em comunidade, marcados por muita alegria, partilha de vida e companheirismo. De modo geral, esses momentos acontecem em torno de uma mesa farta onde, al\u00e9m da vida, partilha-se tamb\u00e9m o alimento. 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