{"id":45565,"date":"2019-04-26T00:02:08","date_gmt":"2019-04-26T03:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=45565"},"modified":"2019-04-25T13:54:17","modified_gmt":"2019-04-25T16:54:17","slug":"diaconia-uma-breve-introducao-biblica-sobre-a-dimensao-do-servico-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/diaconia-uma-breve-introducao-biblica-sobre-a-dimensao-do-servico-cristao\/","title":{"rendered":"DIACONIA: uma breve introdu\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre a dimens\u00e3o do servi\u00e7o crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em sua primeira Enc\u00edclica sobre o tema do amor crist\u00e3o, \u201c<em>Deus Caritas Est<\/em>\u201d (Deus \u00e9 amor), o Papa Bento XVI nos ensina \u00a0que a natureza \u00edntima da Igreja tem um tr\u00edplice dever<em>: <\/em><em>o<\/em> <em>An\u00fancio da Palavra de Deus<\/em><em> (kerygma-martyria), <\/em><em>a<\/em> <em>Celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos<\/em><em> (leiturgia) e o <\/em><em>Servi\u00e7o da Caridade <\/em><em>(diakonia)\u201d. <\/em>(DCE, 25). \u00a0Nessa primeira reflex\u00e3o de uma s\u00e9rie de tr\u00eas, vamos nos debru\u00e7ar ent\u00e3o sobre o tema da Diaconia, tendo primeiro como fio condutor a sua compreens\u00e3o b\u00edblica a partir da antiga cultura grega e da tradi\u00e7\u00e3o judaica; num segundo momento, uma medita\u00e7\u00e3o sobre o servi\u00e7o que \u00e9 feito da parte de Deus aos homens; \u00a0e finalmente \u00a0num terceiro momento, o servi\u00e7o que deve ser correspondido da parte da Igreja a Deus.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">No senso comum do dia a dia, \u201co servi\u00e7o \u00e9 um princ\u00edpio universal; ele se aplica a todos os aspectos da vida: o estado deveria estar a servi\u00e7o dos cidad\u00e3os, o pol\u00edtico a servi\u00e7o do estado, o m\u00e9dico a servi\u00e7o dos doentes, o professor a servi\u00e7o dos alunos\u2026\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Assim tamb\u00e9m no horizonte b\u00edblico n\u00e3o falta exemplos da aplica\u00e7\u00e3o do termo \u201cservi\u00e7o\u201d e suas adequa\u00e7\u00f5es. \u00a0Por isso, n\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o esgotar nessas reflex\u00f5es toda sua riqueza de significado nas p\u00e1ginas das Escrituras, mas analisar como este termo e seus cognatos, foi aplicado de maneira pr\u00e1tica, no desenvolvimento da miss\u00e3o da Igreja ao longo dos anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &#8211; O SIGNIFICADO DE \u201cSERVI\u00c7O\u201d NO NOVO TESTAMENTO:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de uso secular, h\u00e1 bastante evid\u00eancia de que, na \u00e9poca do Novo Testamento, havia na sociedade grega um of\u00edcio religioso expresso pelo termo \u201cDiakon\u00f3s\u201d, que tecnicamente servia como \u201cum servidor, um ajudante, assistente\u201d (cf. At 6, 2-6; Fl 1,1). Todavia, o conceito de servi\u00e7o \u00e9 expresso em grego por v\u00e1rias palavras diferentes, cada uma das quais expressa uma nuance de significado ligeiramente diferente, que muitas vezes s\u00e3o dif\u00edceis de identificar, embora cada uma tenha sua pr\u00f3pria \u00eanfase b\u00e1sica. Por exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>DOULOS<\/strong>, que significa servir como um atendente de um Rei. \u201c<em>Eis que o Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um rei que resolveu acertar contas com os seus servos<\/em>\u201d (Mt 18, 23) \u201c<em>O Reino dos C\u00e9us \u00e9 semelhante a um rei que celebrou as n\u00fapcias do seu Filho. Enviou seus servos para chamar os convidados \u00e0s n\u00fapcias, mas estes n\u00e3o quiseram vir\u201d<\/em> (Mt 22, 3ss)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>THERAPEU\u00d3<\/strong>, que significa cuidar, atender, servir para restaurar uma pessoa que tenha uma doen\u00e7a (Cf. Mt 10, 1.8).\u00a0 Dai que vem a palavra terapia, do grego THERAPEIA, que significa \u201co ato de curar\u201d ou \u201cato de reestabelecer\u201d. \u201c<em>Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, enquanto curava toda sorte de doen\u00e7as e enfermidades\u201d <\/em>(Mt 9, 35)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>LEITOURG\u00d3S<\/strong> \u2013 era um substantivo masculino derivado de \u201cleitos\u201d, (pertencente ao povo) e \u201c\u00e9rgon\u201d, (servi\u00e7o, trabalho&#8221;). Era propriamente, um servidor (ministro) oficial do Estado que trabalhava publicamente para o bem da comunidade. No NT este termo \u00e9 usado especialmente para o servi\u00e7o sacerdotal livremente ofertado a Deus em favor dos homens: \u201c(&#8230;) <em>em virtude da Gra\u00e7a que me foi concedida por Deus de ser ministro de Cristo Jesus junto \u00e0s na\u00e7\u00f5es a servi\u00e7o do Evangelho de Deus, a fim de que as na\u00e7\u00f5es se tornem oferta agrad\u00e1vel, santificada pelo Esp\u00edrito Santo\u201d <\/em>(Rm 15, 16). Da\u00ed que vem \u201ca palavra Liturgia, que originariamente significa \u201cobra p\u00fablica, servi\u00e7o da parte do povo e em favor do povo\u201d. Na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quer dizer que o povo de Deus toma parte na \u201cobra de Deus\u201d (CIC 1069). Neste sentido, depois a Igreja vai percebendo que h\u00e1 uma conex\u00e3o direta entre <em>leiturgia<\/em> (servi\u00e7o a Deus ) e <em>diakonia<\/em> ( servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo), como que sendo uma express\u00e3o da viv\u00eancia da f\u00e9 em duas dimens\u00f5es, divina e humana. A f\u00e9 celebrada se expressa em servi\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <strong>DIAKONE\u00d3<\/strong> \u2013 existe uma aproxima\u00e7\u00e3o mais forte ao conceito de servi\u00e7o de amor, pois significa literalmente servir, ministrar, administrar ou cuidar das necessidades dos outros. \u201cCom isso o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e puseram- se a servi-Lo\u201d (Mt 4, 11). <em>\u201cLogo que tocou-lhe a m\u00e3o e a febre a deixou, ela levantou-se e p\u00f4s-se a servi-lo\u201d <\/em>(Mt 8, 15). Ou ainda preparar ou oferecer comida e bebida aos convidados: \u201c<em>Pois, quem \u00e9 o maior: o que est\u00e1 sentado \u00e0 mesa, ou aquele que serve? N\u00e3o \u00e9 aquele que est\u00e1 \u00e0 mesa? Eu por\u00e9m, estou no meio de v\u00f3s como aquele que serve\u201d<\/em> (Lc 22, 27) <em>\u201cOfereceram-lhe um jantar; Marta servia e L\u00e1zaro era um dos que estavam \u00e0 mesa com Ele\u201d<\/em> (Jo 12, 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II &#8211; O SIGNIFICADO DE \u201cSERVI\u00c7O\u201d NO ANTIGO TESTAMENTO:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contraste com o uso do grego secular, parece n\u00e3o haver nenhum conceito similar de \u201cdiakonia\u201d na cultura judaica antiga. Isso \u00e9 visto claramente em todos os exemplos do termo \u201cservi\u00e7o\u201d no Antigo Testamento, onde cada uso se refere claramente em \u201cprover ou cuidar de algo\u201d ou simplesmente \u201cservir, trabalhar, obedecer\u201d. Para ilustrar essa conota\u00e7\u00e3o, apresentamos aqui tr\u00eas breves cen\u00e1rios: <em>Jac\u00f3 que serviu a Lab\u00e3o, pai de Raquel, durante sete anos com inten\u00e7\u00e3o de receb\u00ea-la como esposa<\/em> (cf. Gn 29, 15-3); <em>Jos\u00e9 do Egito, que tendo encontrado gra\u00e7a diante dos olhos do Fara\u00f3, foi institu\u00eddo como mordomo a seu servi\u00e7o e lhe confiou tudo o que lhe pertencia.<\/em>\u00a0 (cf. Gn 39, 4); Por fim, temos ainda <em>o fato dos homens de vinte anos para cima das casas patriarcais, terem como determina\u00e7\u00e3o do recenseamento local, o registro para o servi\u00e7o da guerra ou servi\u00e7o milita<\/em>r (Cf. Nm 1, 20).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dando um passo a mais nesse breve olhar sobre o contexto judaico, \u00e9 bom destacarmos que \u201cservir\u201d n\u00e3o tinha apenas o sentido de \u201ctrabalho servil\u201d, mas tinha tamb\u00e9m a conota\u00e7\u00e3o religiosa de um servi\u00e7o ou rito sagrado que os sacerdotes e levitas se ocupavam no tabern\u00e1culo ou no templo (Cf. Nm 18, 2-3 e Ez 45, 4-5). \u201c<em>Revestir\u00e1s desses ornamentos teu irm\u00e3o Aar\u00e3o e seus filhos e os ungir\u00e1s, os empossar\u00e1s e os consagrar\u00e1s, a fim de que <\/em><em>sejam sacerdotes a meu servi\u00e7o<\/em><em>. (&#8230;) Consagrarei a tenda de reuni\u00e3o e o altar; consagrarei igualmente Aar\u00e3o e seus filhos, para que sejam sacerdotes a meu servi\u00e7o<\/em>\u201d (Ex 28, 41; 29, 44).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um servo que d\u00e1 sua vida voluntariamente como sacrif\u00edcio pelos outros, um servo que obedece a seu mestre, um servo que trabalha, ama e morre em nome de outros, pelo perd\u00e3o dos seus pecados e a remo\u00e7\u00e3o de sua culpa. Esta \u00e9 uma figura de um servo incomum. O servo em mente \u00e9 o servo descrito nos 4 \u201cc\u00e2nticos de Isa\u00edas.\u201d (Is 42, 1-9; Is 49, 1-7; Is 50 4-11; Is 52, 13-15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Antigo Testamento, havia escravos que serviam aos reis, havia escravos que eram adoradores de Yahv\u00e9, ou seja, seus servos. Israel, como uma na\u00e7\u00e3o, foi muitas vezes chamada de \u201cservo do Senhor\u201d (Cf. Sl 136, 22, Is. 41, 8-9; 49, 3). Um famoso salmo fala de \u201cSeu servo, Israel\u201d (Salmo 136, 22). Mesmo aqueles que serviram no Templo, ou no seu coro, eram os servos do Senhor, que louvavam em uma capacidade formal (Sl 113, 1). Os profetas s\u00e3o chamados de \u201cservos\u201d (2 Rs. 9, 7; 17, 13). Mas Isa\u00edas em seus 4 c\u00e2nticos, apresenta o servo ideal no palco da hist\u00f3ria do mundo. Este servo sofredor deveria ser o Ungido do Senhor. A obra deste servo era \u00fanica, realizada por Aquele a quem foi dado o Esp\u00edrito Santo para gui\u00e1-lO. Este servo devia ser uma alian\u00e7a para Israel, uma luz para as na\u00e7\u00f5es, uma pessoa que iria trazer de volta Jac\u00f3 e, acima de tudo, trazer a salva\u00e7\u00e3o para toda a terra (Is 49, 6). Ele serviria como um m\u00e1rtir e um sacrif\u00edcio. Ele iria aspergir muitos e torn\u00e1-los limpos; Ele iria curar os outros pelas suas feridas. Ele teria, de fato, de servir os outros, a ponto de morrer. Depois de levar os pecados de muitos, o Senhor o exaltaria grandemente (Is 53, 12).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse \u00faltimo ponto da nossa reflex\u00e3o, surge ent\u00e3o diante de n\u00f3s a palavra hebraica <em>\u2018\u00caBED<\/em>, que foi usada no AT para descrever qualquer tipo de \u201cservo ou escravo.\u201d Esta palavra vem da raiz \u201c<em>ABAD<\/em>\u201d, do verbo \u201ctrabalhar, servir.\u201d Para nos ajuda a entender seu significado, precisamos ir no livro de Rute (4,17), onde encontramos o personagem Obed, filho de Booz e Rute. <em>OBED <\/em>significa literalmente em hebraico \u201cservo ou escravo\u201d (\u2018\u00eabed).\u00a0 \u00c9 interessante observarmos o fato hist\u00f3rico de que Obed foi o av\u00f4 paterno do rei Davi, mesma linhagem de Jos\u00e9, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus: \u201c<em>Booz gerou Obed, de Rute; Obed gerou Jess\u00e9, que por sua vez gerou o Rei Davi\u201d<\/em> (Mt 5, 6). Sobre esse detalhe nos deteremos num outro momento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, vale destacar que se por um lado, o termo hebraico \u2018\u00eabed, (obed), significa ser \u201cservo ou escravo\u201d, por outro lado, os latinos nos legaram a palavra \u201cob-audire\u201d, isto \u00e9, \u201couvir de forma inteligente\u201d, com aten\u00e7\u00e3o e \u201cobedi\u00eancia\u201d \u00e0quele que fala. Essa defini\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica nos sugere que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel, portanto, ser obediente, quando nos dispomos a ouvir atentamente \u00e0quele que nos fala. E mais ainda: nos mostra que o primeiro passo para servir \u00e9 certamente tamb\u00e9m obedecer, n\u00e3o uma obedi\u00eancia qualquer e cega, mas o movimento silencioso do discernir, dar ouvidos, escutar cuidadosamente e de forma inteligente \u00e0quele que fala. Aqui encontramos ent\u00e3o uma estreita conex\u00e3o entre servir e obedecer, que por sinal, por si nos provoca profundamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Quarta prega\u00e7\u00e3o de Quaresma &#8211; Um amor feito de atos &#8211;\u00a0 do Frei Raniero Cantalamessa ao Papa e \u00e0 C\u00faria Romana em 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua primeira Enc\u00edclica sobre o tema do amor crist\u00e3o, \u201cDeus Caritas Est\u201d (Deus \u00e9 amor), o Papa Bento XVI nos ensina \u00a0que a natureza \u00edntima da Igreja tem um tr\u00edplice dever: o An\u00fancio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), a Celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos (leiturgia) e o Servi\u00e7o da Caridade (diakonia)\u201d. 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