{"id":41749,"date":"2018-07-30T02:24:42","date_gmt":"2018-07-30T05:24:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=41749"},"modified":"2018-07-30T02:24:42","modified_gmt":"2018-07-30T05:24:42","slug":"catequese-espaco-de-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/catequese-espaco-de-acao\/","title":{"rendered":"Catequese, espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em um famoso trecho de sua carta, S\u00e3o Tiago diz sobre a f\u00e9: \u201csem as obras, ela est\u00e1 completamente morta\u201d (Ti 2,17). A catequese precisa ser um espa\u00e7o de aprender e inspirar a viver segundo Jesus Cristo, unidos a Ele e seguindo seus passos. A a\u00e7\u00e3o tem, pois, lugar central neste caminho.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cristianismo n\u00e3o foi em primeiro lugar uma religi\u00e3o, nem nasceu com a inten\u00e7\u00e3o de ser. Os primeiros crist\u00e3os eram chamados de \u201cseguidores do Caminho\u201d. Eram aquelas testemunhas da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, que passaram a anunci\u00e1-lo como o Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Pessoas cuja aud\u00e1cia de n\u00e3o poder reter a pr\u00f3pria experi\u00eancia, mesmo em meio \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o, e a vida fraterna chamavam a aten\u00e7\u00e3o e atra\u00edam a outros que a elas se uniam.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Expulsos das sinagogas e unidos a advindos de religi\u00f5es n\u00e3o-judaicas, reuniam-se nas casas. A\u00ed, partiam o p\u00e3o, como Jesus disse \u2013 \u201cFazei isso em mem\u00f3ria de mim\u201d \u2013, e colocavam tudo em comum, os bens, as alegrias, as dificuldades, animando-se a continuar, \u201ccom um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma\u201d (At 4,32). Aos poucos, essas pr\u00e1ticas e a confiss\u00e3o de Deus como Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo foi se constituindo num novo modo de se religar a Ele, uma nova religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais importante, por\u00e9m, sempre foi a a\u00e7\u00e3o, a vida na exist\u00eancia humana concreta segundo o Esp\u00edrito, animada e impulsionada por essa for\u00e7a interior, o pr\u00f3prio Deus, que vai configurando o seguidor a Cristo, ajudando-o o, no seu cotidiano a ir tomando a figura do Bom Pastor, do Bom Samaritano, do Semeador para os demais. E a a\u00e7\u00e3o que chamou a aten\u00e7\u00e3o, despertando questionamentos, como mostram alguns textos antigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de Aristides de Atenas, do in\u00edcio do s\u00e9culo II, ao imperador Adriano, diz: \u201cOs crist\u00e3os \u00f3 rei, vagando e buscando, acharam a verdade (\u2026). Amam-se uns aos outros, n\u00e3o desprezam as vi\u00favas. Protegem o \u00f3rf\u00e3o dos que os tratam com viol\u00eancia. Possuindo bens, d\u00e3o sem inveja aos que nada possuem. Avistando o forasteiro, introduzem-no na pr\u00f3pria casa e se alegram por ele, como se fora verdadeiro irm\u00e3o. (&#8230;) Guardam com dilig\u00eancia os preceitos do seu Cristo, vivem reta e modestamente \u2013 conforme lhes ordenou o Senhor Deus. Todas as manh\u00e3s e horas louvam e glorificam a Deus pelos benef\u00edcios recebidos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Carta a Diogneto, considerada um dos mais antigos documentos que conta a vida dos primeiros crist\u00e3os, est\u00e1: \u201cOs crist\u00e3os residem em sua pr\u00f3pria p\u00e1tria, mas como residentes estrangeiros. Cumprem todos os seus deveres de cidad\u00e3os e suportam todas as suas obriga\u00e7\u00f5es, mas de tudo desprendidos, como estrangeiros&#8230; (&#8230;) N\u00e3o diferem dos demais homens pela terra, pela l\u00edngua, ou pelos costumes. (&#8230;) Vivendo na carne, n\u00e3o vivem segundo a carne. (&#8230;) Obedecem \u00e0s leis, mas as ultrapassam em sua vida. Amam a todos, sendo por todos perseguidos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, na sociedade globalizada, parece que nada mais surpreende. A sensa\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 se viu tudo e n\u00e3o h\u00e1 novo debaixo novo debaixo do sol toma conta, gerando apatia e desinteresse. No entanto, as pessoas ainda s\u00e3o \u2013 e talvez mais \u2013 sedentas de amor. N\u00e3o o banalizado, j\u00e1 gasto de t\u00e3o falado, cantado e exibido. Mas aquele profundo, verdadeiro, gratuito, o <em>\u00e1gape<\/em> do Evangelho. Este ainda \u00e9 novidade que encanta e atrai. Como os nossos encontros de catequese t\u00eam promovido a experi\u00eancia do amor de Deus revelado em Jesus Cristo e a pr\u00e1tica da fraternidade nos diversos ambientes em que cada catequizando se relaciona?<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partilha de vida tem se feito presente? H\u00e1 espa\u00e7o para falar das dificuldades de amar, de compreender e perdoar, de se posicionar e viver como crist\u00e3o, seguidor do Caminho, na realidade atual? Existe uma busca criativa de como se apoiar e ajudar nessa vida crist\u00e3, verdadeiro term\u00f4metro da f\u00e9? Catequistas e catequizandos exalam a alegria do Evangelho, aquele entusiasmo aut\u00eantico que nasce quando se pratica a Palavra, mesmo em meio aos desafios?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que a catequese seja cada vez mais espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o, \u201censaio de vida\u201d, lugar de seguimento, testemunho e sincera missionariedade, ber\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o da realidade a partir do pequeno, simples e fr\u00e1gil cotidiano! Que de cada encontro nas\u00e7am gestos concretos, sementes fecundas na fam\u00edlia, na vizinhan\u00e7a, na comunidade, nas amizades e em todo lugar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um famoso trecho de sua carta, S\u00e3o Tiago diz sobre a f\u00e9: \u201csem as obras, ela est\u00e1 completamente morta\u201d (Ti 2,17). A catequese precisa ser um espa\u00e7o de aprender e inspirar a viver segundo Jesus Cristo, unidos a Ele e seguindo seus passos. 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