{"id":39927,"date":"2018-03-19T08:39:02","date_gmt":"2018-03-19T11:39:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=39927"},"modified":"2018-03-19T08:40:09","modified_gmt":"2018-03-19T11:40:09","slug":"acordar-nossos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/acordar-nossos-sonhos\/","title":{"rendered":"Acordar nossos sonhos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e n\u00e3o do tamanho da minha altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Carlos Drummond de Andrade<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os sonhos da noite, complexos, belos, pesadelos. S\u00e3o sonhos incontrol\u00e1veis, inexplic\u00e1veis, mist\u00e9rios. Os sonhos do dia trazem luz, sombra, esperan\u00e7a, medo ou agonia? Sonhos que nos provocam, sonhos que nos convocam. Sonhos que sussurram: <em>carpem diem<\/em>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A hist\u00f3ria nos apresenta grandes sonhadores: Mois\u00e9s, Gandhi, Einstein, Thomas Edison, Nelson Mandela, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcut\u00e1, entre tantos outros. Eles sonharam e se empenharam na realiza\u00e7\u00e3o dos seus sonhos.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a escola tem sido um espa\u00e7o para fomentar sonhos? \u00c9 uma escola dos sonhos? Nossos alunos sonham? Os educadores sonham? Pra que sonhar? Algu\u00e9m poderia dizer: \u201cos sonhos n\u00e3o servem pra nada\u201d. Vale continuar sonhando?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escola precisa constantemente perguntar-se qual \u00e9 o seu papel. Ele n\u00e3o foi definido. Ele \u00e9 constru\u00eddo constantemente. Claro que se faz necess\u00e1rio distinguir entre o papel da fam\u00edlia, que \u00e9 respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o dos valores, e a fun\u00e7\u00e3o da escola como construtora de conhecimento. Mas tudo na escola tem que fazer sentido. A educa\u00e7\u00e3o escolar deve ser humanizadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, \u00e9 fundamental que a escola seja um ambiente que proporcione oportunidades de despertar sonhos. Na experi\u00eancia acad\u00eamica, somos surpreendidos pelas inquieta\u00e7\u00f5es dos pequenos sonhadores:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cProfessor, o que vamos ter hoje?\u201d, pergunta um dos alunos. \u00d3bvio que \u00e9 aula, posso pensar. Mas o aluno quer sonhar. A aula \u00e9 a porta de entrada. Em outras palavras, ele est\u00e1 pedindo: \u201cFa\u00e7a-nos sonhar\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O conte\u00fado acad\u00eamico n\u00e3o pode ser um fim em si mesmo. Letras, n\u00fameros, c\u00e1lculos, desafios, tra\u00e7os e rabiscos, tudo se transforma em sonho. E sonho n\u00e3o \u00e9 brincadeira. Sonho \u00e9 fogo que aquece, luz que ilumina, brisa que refresca, \u00e1gua que sacia. Sonho \u00e9 alimento. Sonhar \u00e9 vislumbrar possibilidades. A escola tem que semear, provocar, acordar todos os mais belos sonhos. As crian\u00e7as amam estar na escola. As brincadeiras, o faz de conta, a conviv\u00eancia, m\u00fasica, dan\u00e7a, jogos e gritaria. Bagun\u00e7a? Que nada. Sonhos infantis s\u00e3o como bolhas de ar ou bexigas, encantam e divertem quando explodem no ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Deus, sonhou? Sim, Deus sonhou a sua obra prima: a cria\u00e7\u00e3o. Em cada novo dia, acordou Deus e sonhou, visualizou e concretizou o que desejou. Ao final de cada obra, seus sonhos renasciam: \u201cE Deus viu que era bom\u201d. Deus percebeu que seus sonhos eram criadores de um novo mundo. Foi no caos, na desordem \u2013 \u201ca terra estava sem forma e vazia\u201d (Gn 1,2a) \u2013 que ele sonhou. E Deus descansou no s\u00e9timo dia. Ah, descansou e foi sonhar mais um pouco. E continua sonhando&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voc\u00ea educador, tem sonhado com o que? O que o move a enfrentar os desafios no complexo ambiente escolar? O que o faz acreditar que seu trabalho \u00e9, antes de tudo, uma miss\u00e3o? O que o convida a encontrar todos os dias pessoas t\u00e3o diversas? O que o provoca? O que o incentiva? S\u00e3o seus sonhos. O educador \u00e9 um sonhador, um vision\u00e1rio. O educador \u00e9 aquele que semeia e consegue vislumbrar a colheita. O educador \u00e9 aquele que vive os seus sonhos e instiga seus educandos a tornar os sonhos juvenis em possibilidades e realiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sonho nos mant\u00eam vivos. A determina\u00e7\u00e3o, as atitudes e a\u00e7\u00f5es o concretizam.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Breve hist\u00f3ria. Um artes\u00e3o, passando diante da casa de seu vizinho, repara numa pedra de m\u00e1rmore e lhe pede o objeto. Tempos depois, o vizinho visita o artes\u00e3o e v\u00ea uma bela obra de arte, uma linda escultura, e pergunta: \u201cOnde voc\u00ea comprou essa linda escultura?\u201d. E o artes\u00e3o responde: \u201cN\u00e3o comprei. Estava naquela pedra de m\u00e1rmore que voc\u00ea me deu. Eu a vi e tirei apenas os excessos, e a escultura surgiu diante dos meus olhos\u201d<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deixamos de viver e realizar quando paramos de sonhar. A vida, na sua inteireza, acorda nossos sonhos. E Deus, o criador, foi o grande sonhador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e n\u00e3o do tamanho da minha altura. Carlos Drummond de Andrade \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os sonhos da noite, complexos, belos, pesadelos. S\u00e3o sonhos incontrol\u00e1veis, inexplic\u00e1veis, mist\u00e9rios. Os sonhos do dia trazem luz, sombra, esperan\u00e7a, medo ou agonia? Sonhos que nos provocam, sonhos que nos convocam. Sonhos que sussurram: carpem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[356],"tags":[],"class_list":["post-39927","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colunista"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39927"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39929,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39927\/revisions\/39929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}