{"id":31303,"date":"2016-09-21T15:49:03","date_gmt":"2016-09-21T18:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=31303"},"modified":"2016-09-21T15:49:03","modified_gmt":"2016-09-21T18:49:03","slug":"filosofia-uma-palavra-que-merece-ex-plica-cao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/filosofia-uma-palavra-que-merece-ex-plica-cao\/","title":{"rendered":"Filosofia, uma palavra que merece ex-plica-\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ao introduzir um grupo de pessoas no universo filos\u00f3fico, sejam elas alunos, colegas ou curiosos, utilizamos como primeiro recurso explicar a origem da palavra \u2018filosofia\u2019, sua etimologia. \u00c9 o primeiro degrau de uma escada que pode ser de um por\u00e3o onde se encontra os alicerces da casa, como tamb\u00e9m pode ser uma escada que leva a cobertura, por onde se avista um horizonte para caminhar.<\/p>\n<blockquote><p>Esta diferen\u00e7a de perspectiva ou m\u00e9todo, n\u00e3o altera a fonte da especula\u00e7\u00e3o e interesse. Inclusive \u00e9 poss\u00edvel percorrer ambas trilhas do conhecimento ora concentrados por entender o aspecto \u00fanico do \u2018objeto\u2019, sua <u>ess\u00eancia<\/u>; ora focados por vislumbrar rela\u00e7\u00f5es do objeto com seu entorno, sua <u>exist\u00eancia<\/u>.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todo modo, o que realmente chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato da necessidade do ato de EXPLICAR. Explicar \u00e9 uma palavra de matriz latina oriunda do verbo <strong><em>plicare<\/em><\/strong>, que significa <u>dobrar<\/u>. <strong><em>Plicatrix<\/em><\/strong> eram as pessoas que em Roma trabalhavam dobrando vestidos. Haja vista que a preposi\u00e7\u00e3o latina <strong><em>ex<\/em><\/strong>, passa a ideia de abrir ou desenrolar, o Professor Cortela (Mario S\u00e9rgio), em uma entrevista, lan\u00e7ou a seguinte p\u00e9rola:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem dobra com-<em>plica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem dobra duas vezes, re-<em>plica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem desdobra, ex-<em>plica<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A filosofia aparece como uma explica\u00e7\u00e3o do mundo, uma explica\u00e7\u00e3o das coisas que nos cercam de sentido. Desde que nascemos, somos povoados de presen\u00e7a, est\u00edmulos, objetos, ou seja, uma totalidade de sentido oferecida pelas pessoas que nos cercam, sua cultura, seu modo de exprimir-se, seus sonhos.<\/p>\n<blockquote><p>Enrique Dussel fala que \u2018nascer entre os pigmeus da \u00c1frica ou num bairro da 5\u00aa avenida de Nova Iorque \u00e9 nascer da mesma forma. Por\u00e9m, aquele que nasceu entre os pigmeus ter\u00e1 o projeto de ser um grande ca\u00e7ador de animais; aquele que nasceu em Nova Iorque, forjar\u00e1 o projeto de ser um grande banqueiro, um ca\u00e7ador de homens\u2019.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, dizer mundo ou explicar o mundo, tamb\u00e9m \u00e9 enunciar um projeto futuro, a partir de um espa\u00e7o f\u00edsico, pol\u00edtico e cultural. Desdobrar o mundo, desenrolar o tecido cultural ou, a l\u00e1 Heidegger, \u2018des-velar\u2019 o fundamento das coisas para algu\u00e9m, \u00e9 dizer em que acredita, \u00e9 im-<em>plicar<\/em>-se, \u00e9 dobrar-se sobre seus pr\u00f3prios projetos, expectativas e experi\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 filosofia desprovida de inten\u00e7\u00e3o!&#8230; como n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o carente de proje\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao introduzir um grupo de pessoas no universo filos\u00f3fico, sejam elas alunos, colegas ou curiosos, utilizamos como primeiro recurso explicar a origem da palavra \u2018filosofia\u2019, sua etimologia. \u00c9 o primeiro degrau de uma escada que pode ser de um por\u00e3o onde se encontra os alicerces da casa, como tamb\u00e9m pode ser uma escada que leva [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[356],"tags":[],"class_list":["post-31303","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colunista"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31303"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31305,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31303\/revisions\/31305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}