{"id":23167,"date":"2015-07-07T10:41:22","date_gmt":"2015-07-07T13:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=23167"},"modified":"2015-07-07T10:41:22","modified_gmt":"2015-07-07T13:41:22","slug":"o-texto-e-o-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/o-texto-e-o-leitor\/","title":{"rendered":"O texto e o leitor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando pensamos num texto, imediatamente nos vem \u00e0 cabe\u00e7a um leitor; um n\u00e3o existe sem o outro. Essa rela\u00e7\u00e3o parece \u00f3bvia, mas a realidade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. Para a literatura e, em geral, para aqueles que se dedicam e estudam o <em>texto, <\/em>\u00e9 consenso que um texto, de fato, passa a <em>existir<\/em> quando \u00e9 lido e produz no leitor algum tipo de rea\u00e7\u00e3o, exerce fasc\u00ednio e influ\u00eancia.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um texto, por melhor e mais significativo que seja se ficar num dep\u00f3sito ou numa prateleira fechado, a rigor, n\u00e3o existe.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada texto, embora traga em si intencionalidade, marcas do tempo e da sociedade em que foi escrito e tra\u00e7os da experi\u00eancia vivida de quem o forjou, quando tomado nas m\u00e3os por um leitor, ganha literalmente vida nova, pois o texto n\u00e3o \u00e9 uma realidade passiva; ele, nesse momento, torna-se interlocutor em rela\u00e7\u00e3o ao leitor. Podemos dizer que duas subjetividades se encontram para, juntas, construir algo novo (ou n\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto informativo, como o pr\u00f3prio nome sugere, \u00e9 aquele que, de fato, informa ou deveria informar. Nesse sentido, um texto cient\u00edfico e uma not\u00edcia enquadram-se nessa categoria. Na escola, poder\u00edamos dizer que a grande maioria dos textos apresentados tem car\u00e1ter informativo, pois a\u00ed, nesse ambiente, a dimens\u00e3o pedag\u00f3gica prevalece. A aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento implica (ou se relaciona) na apresenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es precisas e est\u00e1veis. O texto liter\u00e1rio subverte essa l\u00f3gica e isso deveria se d\u00e1 de forma saud\u00e1vel e tranquila, pois o processo de aprendizagem se o tornaria mais rico.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 interessante ter presente que textos t\u00eam mem\u00f3ria assim como outras realidades, como por exemplo, m\u00fasica ou perfume.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">E mem\u00f3ria, como sabemos, pode ser positiva ou negativa, prazerosa ou pesada. Noutra postagem, j\u00e1 questionei sobre aquele texto que traz a voc\u00ea boas recorda\u00e7\u00f5es, lembra? Certamente esse texto existe. H\u00e1 tamb\u00e9m aquele texto que suscita sentimentos desagrad\u00e1veis, por qu\u00ea? Para al\u00e9m desses aspectos ligados \u00e0 dimens\u00e3o afetiva e emocional, a rela\u00e7\u00e3o texto- leitor se d\u00e1, tamb\u00e9m, por meio de um caminho de educa\u00e7\u00e3o e de aprendizagem. Afinal, uma rela\u00e7\u00e3o para se estabelecer exige de ambas as partes empenho, dedica\u00e7\u00e3o e respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nossa pr\u00f3xima postagem, veremos que nenhum texto \u00e9 neutro, mesmo os voltados para o p\u00fablico infantil e juvenil. At\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos num texto, imediatamente nos vem \u00e0 cabe\u00e7a um leitor; um n\u00e3o existe sem o outro. Essa rela\u00e7\u00e3o parece \u00f3bvia, mas a realidade n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. 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