{"id":22248,"date":"2015-05-04T10:01:44","date_gmt":"2015-05-04T13:01:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=22248"},"modified":"2015-05-04T10:01:44","modified_gmt":"2015-05-04T13:01:44","slug":"literatura-infantil-revisitando-suas-origens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/literatura-infantil-revisitando-suas-origens\/","title":{"rendered":"Literatura infantil, revisitando suas origens"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Como marco inicial ou nascedouro, ao menos para o Ocidente, a literatura infantil surge no s\u00e9culo XVII com Fran\u00e7ois Fen\u00e9lon, 1651-1715, padre, te\u00f3logo, poeta e escritor franc\u00eas; dentre seus escritos, os considerados infantis, surgiram a pedido da duquesa de Beauviller, justamente com a fun\u00e7\u00e3o de educar moralmente as crian\u00e7as, de modo particular as meninas. As narrativas propostas tinham estrutura manique\u00edsta, a fim de demarcar claramente o bem a ser aprendido e o mal a ser desprezado. A maioria dos contos de fadas, f\u00e1bulas e mesmo muitos textos contempor\u00e2neos incluem-se nessa tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele momento, a literatura infantil constitui-se como g\u00eanero em meio \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais e repercuss\u00f5es no meio art\u00edstico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1697, Charles Perrault, 1628-1703, tamb\u00e9m franc\u00eas, traz a p\u00fablico, as hist\u00f3rias que ouvia de sua m\u00e3e e nos sal\u00f5es de Paris. O livro, publicado em janeiro de 1697, teve como nome: <em>Hist\u00f3rias ou contos do tempo passado com moralidades<\/em>, ou \u201cContos da Velha\u201d; ou ainda: \u201cContos da Cegonha\u201d: e, por fim, \u201cContos da mam\u00e3e gansa\u201d. Tal publica\u00e7\u00e3o ultrapassou os limites territoriais franceses e ganhou car\u00e1ter universal; a obra de Perrault d\u00e1 in\u00edcio a um novo g\u00eanero liter\u00e1rio: o conto de fadas. Noutras palavras, Perrault d\u00e1 moldura (ou acabamento) liter\u00e1ria \u00e0s hist\u00f3rias que, at\u00e9 ent\u00e3o, transitavam de forma oral; ele, em sua edi\u00e7\u00e3o, retirou as passagens obscenas de conte\u00fado incestuoso e canibalismo. Assim, acredita-se que, antes do cunho pedag\u00f3gico, houve o objetivo de leitura voltada para adultos. Eis os contos que faziam parte dessa primeira edi\u00e7\u00e3o, embora seja poss\u00edvel encontrar varia\u00e7\u00f5es: A Bela Adormecida, O Pequeno Polegar, Cinderela, Barba Azul, O Gato de Botas, As Fadas, Henrique, o Topetudo, Pele de Asno, Os Desejos Rid\u00edculos, Gris\u00e9lidis. Posteriormente, Charles Perrault trouxe a hist\u00f3ria moralizadora e mais adequada aos ambientes sociais que conviviam na \u00e9poca. A hist\u00f3ria da menina e do lobo sofreu ainda altera\u00e7\u00f5es por Hans Christian Andersen e pelos Irm\u00e3os Grimm.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m no Brasil, a exemplo do que acontecia na Europa, a literatura infantil nasce e desenvolve com os textos pedag\u00f3gicos; sem d\u00favida as primeiras produ\u00e7\u00f5es adaptam aquilo que era feito em Portugal. Pode-se dizer, com mais propriedade e precis\u00e3o, que a literatura infantil brasileira teve in\u00edcio com Monteiro Lobato e suas personagens inesquec\u00edveis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como marco inicial ou nascedouro, ao menos para o Ocidente, a literatura infantil surge no s\u00e9culo XVII com Fran\u00e7ois Fen\u00e9lon, 1651-1715, padre, te\u00f3logo, poeta e escritor franc\u00eas; dentre seus escritos, os considerados infantis, surgiram a pedido da duquesa de Beauviller, justamente com a fun\u00e7\u00e3o de educar moralmente as crian\u00e7as, de modo particular as meninas. 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