{"id":21828,"date":"2015-04-22T16:48:49","date_gmt":"2015-04-22T19:48:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/?p=21828"},"modified":"2015-04-22T16:48:49","modified_gmt":"2015-04-22T19:48:49","slug":"literatura-infantil-e-seus-inicios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paulus.com.br\/portal\/literatura-infantil-e-seus-inicios\/","title":{"rendered":"Literatura infantil e seus in\u00edcios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A literatura, como j\u00e1 mencionamos noutras postagens, \u00e9 express\u00e3o art\u00edstica de grande relev\u00e2ncia. Ela colaborou decisivamente para que as l\u00ednguas modernas se firmassem, pois permitiu atrav\u00e9s de seus registros que as formas vocabulares se fixassem, bem como as estruturas textuais.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto liter\u00e1rio, de modo particular, torna-se variante culta e ganha destaque em rela\u00e7\u00e3o a outras vertentes textuais.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos associar esta realidade ao que aconteceu com a l\u00edngua falada. Dentro de um dado territ\u00f3rio, que posteriormente \u00e9 unificado e passa a se chamar pa\u00eds, n\u00e3o h\u00e1 uma forma \u00fanica de express\u00e3o oral, por exemplo. As pessoas desse territ\u00f3rio tendem a compreenderem-se, mas sua forma de falar, dependendo de onde estejam, sofre varia\u00e7\u00e3o. Quando esse territ\u00f3rio vive um processo de unifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 natural que a sede do poder se torne o ambiente de refer\u00eancia para toda a regi\u00e3o circunvizinha. Com isso, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 l\u00edngua, por exemplo, o ingl\u00eas falado na cidade de Londres se torna o ingl\u00eas padr\u00e3o, pois \u00e9 a variante privilegiada e endossada pelo poder. Em linhas gerais, a forma de falar ingl\u00eas noutras regi\u00f5es do territ\u00f3rio da Inglaterra que n\u00e3o era errada (mas apenas diferente), torna-se pr\u00e1tica \u201cerrada\u201d, ou melhor, desprestigiada. Nesse processo de sedimenta\u00e7\u00e3o da variante privilegiada da l\u00edngua inglesa, nosso exemplo, os textos liter\u00e1rios, por serem naturalmente registros duradouros, tornam-se elementos importantes de consulta, revis\u00f5es e ajustes.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto ultrapassa, nesse sentido, a dimens\u00e3o informativa e se torna oficialmente l\u00fadico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A literatura, sendo em ess\u00eancia express\u00e3o art\u00edstica, volta-se inicial e exclusivamente para os adultos. At\u00e9 o s\u00e9culo XVII, ou seja, ao redor do ano 1600, n\u00e3o se entende uma crian\u00e7a sen\u00e3o como um adulto em miniatura. Um adulto em miniatura, pela l\u00f3gica vigente, n\u00e3o deveria ser tratado de outra forma a n\u00e3o ser como um adulto. Parece estranho dizer isso hoje, mas era a realidade da \u00e9poca. At\u00e9 mesmo a forma de vestir uma crian\u00e7a n\u00e3o se diferencia da forma de vestir um adulto. Aos poucos, por\u00e9m, essa percep\u00e7\u00e3o vai se transformando e, sem d\u00favida, o avan\u00e7o das ci\u00eancias, em seus diversos ramos, colaboram para uma nova compreens\u00e3o do ser humano naquilo que se refere a sua complexidade existencial. Se uma crian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um adulto em miniatura, como ele deve ser tratado? Que tipo de leitura se deve oferecer a ela? \u00c9 justamente a partir desse momento de transforma\u00e7\u00f5es que come\u00e7am a surgir os textos voltados para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como nosso espa\u00e7o est\u00e1 quase no fim, vamos dar continuidade a essa conversa em nossa pr\u00f3xima postagem. At\u00e9 l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A literatura, como j\u00e1 mencionamos noutras postagens, \u00e9 express\u00e3o art\u00edstica de grande relev\u00e2ncia. 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