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29/04/2019

Lançamento do livro “O Sínodo para a Amazônia”, em São Paulo

Por Imprensa

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O cardeal Dom Cláudio Hummes, esteve presente na catedral metropolitana de São Paulo, para lançar a obra “O Sínodo para a Amazônia”.

No último sábado (27), a PAULUS Editora, em parceria com a Catedral Metropolitana de São Paulo, lançou o livro “O Sínodo para a Amazônia”, escrito pelo Cardeal Dom Cláudio Hummes, OFM. O lançamento foi realizado na Cripta da catedral. O evento contou com a presença de religiosos, religiosas, padres, seminaristas e lideranças comunitárias.

Em virtude do Sínodo Especial dos Bispos para a Amazônia, a ser realizado em Roma, em outubro de 2019, o livro surgiu da vontade de divulgar ao máximo o processo sinodal e sua temática. O evento eclesial foi anunciado pelo Papa Francisco, em outubro de 2017, após a solene missa de canonização dos protomártires brasileiros Cunhaú e Uruaçu, além de dois adolescentes indígenas mexicanos mártires.

De acordo com o Cardeal Dom Cláudio Hummes, o livro aborda os objetivos definidos pelo Papa Francisco, de encontrar novos caminhos para a evangelização dos povos indígenas, muitas vezes esquecidos e sem perspectivas de futuro, também por causa da crise da floresta amazônica, pulmão de importância fundamental para o planeta. Segundo o cardeal, essa foi a finalidade principal apresentada pelo Papa Francisco ao convocar, uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Amazônia.

O lançamento contou com a presença dos padres paulinos Claudiano Avelino dos Santos, ssp e Pe. Darci Marin ssp. Padre Luíz Baronto, pároco da Catedral também esteve presente. Dom Cláudio falou dos detalhes do processo sinodal no território amazônico e dos desafios do trabalho missionário, falou de sua experiência com as dioceses da região e citou os trabalhos já realizados pela Igreja, como a REPAM (Rede Eclesial Pan- Amazônica).

O cardeal também lembrou a situação Pan-amazônica, sobretudo os países que compõe a região, o total de 9 países, dentre eles, Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela,  Suriname, Guiana e Guiana Francesa, sendo 67% dessas terras pertencentes ao Brasil. Dom Cláudio, abordou os problemas enfrentados pelos povos indígenas e demais povos ribeirinhos e, ressaltou a importância do trabalho missionário nessas regiões, como uma maneira de evangelização e preservação do meio ambiente.

“Este livro é uma preparação para o sínodo, o Papa Francisco deu um destaque para à Igreja na Amazônia. Identificando a Amazônia como teste decisivo para a Igreja e a sociedade, portanto a Igreja não pode errar com a Amazônia, é preciso relançar a Igreja na Amazônia, é preciso uma Igreja com um rosto indígena”, afirmou Dom Cláudio.

“O livro é muito bom e oportuno, porque o cardeal Dom Claudio é um colaborar muito próximo do Papa Francisco e aqui no Brasil ele é responsável por essa grande área da Igreja na Amazônia, que tem características muito peculiares e muitos desafios”, diz padre Claudiano. Ainda segundo ele, o livro foi escrito de uma maneira muito precisa, com uma linguagem bastante simples, a fim de ajudar as pessoas a compreenderem, de fato o intuito do Papa Francisco e de toda a Igreja em abordar o tema no próximo sínodo. “Penso que esse livro é a melhor contribuição que nós podemos dar nesse sentido de fazer as pessoas entenderem o objetivo do Sínodo para a Amazônia”, afirma.

Segundo Padre Luiz Baronto, pároco da Catedral Metropolitana de São Paulo, o lançamento é uma grande oportunidade para os fiéis se aproximarem do tema. “O sínodo irá servir também, como uma experiência de sensibilização do tema. Acredito que, ainda não há uma sensibilidade, sobretudo no mundo urbano, por exemplo, em São Paulo, não há uma sensibilidade formada a respeito das questões que envolvem a Amazônia, a gente pensa a Amazônia fora da gente e não a Amazônia dentro de nós. Então, talvez esse seja o motivo, pelo qual, muitas pessoas ainda não acordaram para a necessidade e relevância do tema”, afirma.

“É preciso acordar enquanto é tempo, o sínodo lembra que, as fontes de vida, elas não são inesgotáveis, elas podem se esgotar como a água, o ar, a floresta, a terra. Enquanto é tempo, é bom se sensibilizar, por que lá na frente, pode ser tarde demais”, complementa Pe. Baronto.

Para o monge beneditino João Paulo, a Igreja precisa muito discutir o tema da Amazônia. Segundo ele, muitos países esquecem-se dos povos mais carentes e distantes, que precisam de evangelização. “O lançamento foi muito bom, estou na Abadia Nossa Senhora de Assunção da Ordem de São Bento, mas sou bastante missionário, na Amazônia temos uma equipe de missionários redentoristas na província de Manaus. É uma riqueza imensa poder olhar para essa realidade”, diz.

“Essa descoberta e novo olhar que a Igreja está dando para a Amazônia e a questão do cuidado com a casa comum e toda a centralidade da Amazônia, são de grande importância para todos”. Juan Silva Pereira da paróquia São José da Diocese de Santo Amaro, no bairro do Jabaquara – Zona Sul de São Paulo.

Após o lançamento, Dom Claudio presidiu uma missa na Catedral da Sé, e concelebrada pelos padres Claudiano Avelino dos Santos, ssp, Pe. Darci Marin, ssp, e do Padre Luíz Baronto.