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07/02/2018

Formação em Natal discute a superação da violência

Por Imprensa

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Cerca de 60 pessoas participaram, no último sábado (3), da formação sobre a Campanha da Fraternidade 2018 na livraria de Natal. Estiveram presentes agentes de pastorais, padres e lideranças da comunidade e da sociedade civil organizada.

Pe. Robério Camilo, vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes e coordenador arquidiocesano da Equipe de Campanhas, e Ivênio Hermes, especialista em políticas e gestão em segurança pública e coordenador de pesquisa do OBVIO (Observatório da Violência do Rio Grande do Norte), assumiram o desafio de propor aos presentes uma reflexão acerca da necessidade de construir a fraternidade e promover a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Pe. Robério apresentou o tema da Campanha de 2018, “Fraternidade e superação da violência”, tendo como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8). Ele explicou aspectos importantes da visão da Igreja sobre a questão da violência.  Em seguida, Ivênio expôs os índices de violência no Rio Grande do Norte e, junto com os participantes, levantou sugestões e estratégias para a superação da violência no estado e no país.

 

O relatório produzido mensalmente pelo Observatório da Violência apontou que desde 2016 o Rio Grande do Norte vem apresentando crescimento contínuo e significativo da violência. Até setembro de 2017, o índice era de 1.875 vidas perdidas durante 273 dias de 2017, sem mostras de redução. Os dados de agosto mostram que este foi o mês mais violento da história do estado, com 228 mortes.

A situação se agravou em dezembro, com a greve de policiais militares desde o dia 19 e de policiais civis desde o dia 20. Segundo reportagem do G1, ao longo dos 15 primeiros dias de greve foram registradas 101 mortes violentas no estado – uma média de 6,7 pessoas mortas por dia. Essa é praticamente a mesma média do ano todo de 2017, que teve 2.405 assassinatos. O exército brasileiro teve de ser acionado, e cerca de 2.800 militares das Forças Armadas passaram a atuar no Rio Grande do Norte no dia 29 de dezembro.

O especialista em políticas e gestão em segurança pública Ivênio Hermes afirmou que ninguém supera a violência sem pensar em fraternidade e no exemplo de Cristo.  Ele acredita que a partir das formações oferecidas pela PAULUS poderão surgir multiplicadores da paz.

A educadora e catequista Lúcia Brito, participante do curso, declarou para o seu trabalho que são de vital importância formações como esta, além da pertinência que apresentam para o momento atual. “Nosso compromisso como educadores e cristãos é lutar pela paz, começando em casa, no trabalho e na escola. A mudança vem de forma lenta, mas esperamos que surjam projetos na comunidade no ambiente escolar para que possamos construir a paz”, finalizou.