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Catequese

23/08/2018

O novo que surge a partir do encontro com Jesus Cristo

Por Sandra Sousa

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Todo o processo de escuta, construção conjunta, oração e ação, visto nos artigos anteriores, gera gradualmente novos sentidos para cada dimensão da vida de crianças e adolescentes na catequese, ressignificando-as. Sendo assim, o último passo dessa metodologia aqui proposta é a ressignificação, que não é algo que você faz ou que eles(as) fazem, mas um fruto que se colhe no caminho, cada um(a) do seu jeito.

Torna-se o termômetro da caminhada, sinalizando se está mais “quente” ou mais “frio” na proximidade de Jesus, o amigo fiel, razão da verdadeira experiência de fé. Começam a entender a realidade de um jeito diferente, a partir da luz que emana desse encontro com Ele, a ver o que não viam antes, a perceber de formas novas o “certo” e o “errado”, a estar mais abertos e sensíveis aos outros, a reconhecer atitudes que necessitam de mudança ou de reforço.  A estar atentos a si mesmos.

Ressignificar é um importante passo na experiência com Jesus. Mas não depende de você, catequista. Embora sua responsabilidade tenha sido a de trabalhar na catequese com criatividade, leveza, reflexão, senso crítico, e sobretudo habilidade amorosa para dar sentido à missão de fazer ecoar nos corações a boa nova da presença do Ressuscitado, Jesus Cristo, o significado novo, catequizandos experimentarão ao longo da existência.

E ainda que aparentemente não aconteça uma transformação nas atitudes, a esperança precisa ser cultivada em você e neles. Muitas vezes, não haverá resultados visíveis como se gostaria, mas nem por isso deve-se achar que nada adiantou ou que não valeu a pena a caminhada. Na dimensão da fé, qualquer gesto de mudança gera vida no Corpo de Cristo e se espalha como sementes ao vento, fecundando outras vidas. Essa confiança expandida já é também um novo significado nascido do caminho.

Diante dessa proposta, que parte da escuta e se consolida na ressignificação, é imprescindível olhar atentamente para a importante vocação que leigas e leigos são chamados a exercerem na Igreja. Ser catequista é anunciar o Evangelho na sua dupla missão de se tornar discípulo(a) e fazer discípulos. Portanto, ambos os lados são aptos para responder com a própria vida e testemunho, sobre a real experiência feita com Jesus Cristo e o que dela resultou em benefício dos irmãos e irmãs no itinerário de fé.

Qualquer pessoa que tenha experimentado verdadeiramente o Seu amor não caminha da mesma forma, nem olha o mundo do mesmo jeito, não pensa as mesmas coisas e nem age da mesma maneira que sempre agiu. Esse encontro atravessa o ser e o transforma, mesmo que de maneira sutil e às vezes imperceptível. Diante dessa constatação e da percepção de quão essencial é a catequese nas nossas comunidades, deixo aqui um agradecimento muito especial pela vida de catequistas em todos os lugares da terra, que se dispõem a dar de seu tempo, coração e experiência, para que catequizandos possam beber da fonte de água viva, comer do Pão que sustenta a caminhada, se aninhar nos braços amorosos do Bom Pastor.

Ressurreição 

O tempo anuncia novas mudanças.

Não mais os frios desejos,

as atitudes vazias

e os apegos infantis.

Equilíbrio, temperança, permanência.

A mão estendida, o sorriso sincero, os braços abertos.

A acolhida, o cuidado, a sensibilidade.

A vida toda mergulhada em Deus.

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