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Música na Igreja

16/10/2017

Tenho vergonha de cantar na igreja

Por Jake Trevisan

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Esta reflexão é para você que tem vergonha de se colocar à frente da assembleia para ministrar o louvor e vive lutando consigo mesmo para assumir o seu ministério e ter a coragem de exercê-lo.

Em primeiro lugar, quero lhe dizer que isso é muito comum entre todas as pessoas que se colocam em lugar de exposição. Estar à frente é desafiador, pois somos vistos e interpretados por diversas pessoas: nosso modo de vestir, de ministrar e, principalmente, nosso talento estão sob o julgamento dos irmãos. É uma condição inevitável, pois se faz necessário que auxiliemos nossos irmãos no encontro com o Senhor durante as celebrações. O papel do cantor e ministro da música na igreja é da maior importância para fazer a ponte entre o coração do povo e o Coração de Deus. Com sensibilidade e espírito de oração, o ministro de música conduz o povo a altos níveis de espiritualidade, preparando os corações para o diálogo com Deus, para receber a Palavra e elevar o mais puro louvor.

“Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mateus 5,16).

Porém, não podemos fixar nosso pensamento no risco que corremos ao estarmos à frente do povo. Inspirados na ousadia e coragem dos apóstolos e profetas, precisamos fixar o olhar no chamado que Deus nos fez: somos chamados a exercer um ministério diante de Deus e dos homens, e não podemos dar as costas a isso. Não podemos, alimentados por nossa vergonha e vaidade, guardar o dom e o ministério para nós mesmos. Somos impulsionados a passar por cima de qualquer sentimento humano e lançar nossa sorte nas mãos do Senhor, pois, se Ele nos inspirou, nos dará condições de exercer nossa missão e arcar com todas as consequências. Somos vasos nas mãos daquele que nos enviou. Agindo contrariamente a isso, estaremos sendo infiéis ao chamado de Deus.

Eu mesma posso testemunhar que, todas as vezes que vou me apresentar em público, fico com vergonha, medo, tensões, frio na barriga. É nesse momento que eu clamo a Deus e retomo a consciência da necessidade do povo em ouvir a minha voz. Meu dom é instrumento nas mãos do Senhor para a transformação de vidas – não posso negá-lo. Busco também nesses momentos me responsabilizar pela minha parte que precisa ser entregue aos pés do Senhor; se eu não o fizer, Deus não encontrará meios de agir. É pensando nisso que respiro fundo, encaro o povo e solto a voz.

Apresento a você o meu testemunho e o de Bruna Farias no vídeo. Veja como muitos irmãos têm superado o medo e a vergonha de cantar na igreja.

Se podemos voar, por que vamos ficar engatinhando?
Não deixe seu ministério estagnado. Deixe-se transformar e seja usado por Deus no máximo da potencialidade com que Ele o dotou.

Estamos juntos no desafio de cada dia, querido(a) ministro(a) de música.

1 comentário

6/11/2017

Sergio

"Não deixe seu ministério estagnado. Deixe-se transformar e seja usado por Deus no máximo da potencialidade com que Ele o dotou." Respeitando a liturgia, sempre!!!