Colunistas

Música na Igreja

17/01/2017

Por que me sinto só?

Por Jake Trevisan

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É característica comum, entre os que assumem com firmeza certo compromisso, perceberem, em certo momento, que não podem contar com pessoas a seu lado com o mesmo espírito de colaboração e comprometimento. Você é chamado, se envolve, se coloca a serviço, mas de repente não conta com irmãos para realizar a obra e acaba por se entristecer e desanimar, pois nada fazemos sozinhos; para ser Igreja, precisamos dar as mãos e, assim, realizar a missão.

É momento de voltarmos o olhar Àquele que ficou totalmente sozinho no momento derradeiro de sua vida, lá na Cruz. Ele esteve cercado de pessoas enquanto distribuía bênçãos e curas; no entanto, ficou só no momento de sua entrega. Já leu a passagem bíblica que relata isso? Leia e acalente seu coração, unindo-se à solidão que Ele também sentiu: Mateus 26,30.36-46; Marcos 14,26.32-42; Lucas 22,39-46; João 18,1.

Se, para o exercício do ministério da música católica, fossem oferecidos salários, ambientes de ensaio climatizados, com direito a refeições, um local de apresentação profissional com luz e som de primeira, entre outros benefícios, você com certeza não estaria sozinho. Porém, como aqueles que se decidem pelo serviço na pastoral da música católica lidam com diversas limitações e impossibilidades, quase ninguém quer assumir a cruz e se comprometer. A história se repete.

Mas quero deixar claro a você que só existe céu se houver cruz. A maturidade e a coragem de se assumir a cruz na música católica o preparam para tempos de graça. Desejo hoje que você creia que não está sozinho. Existem milhares de músicos e ministros como você que enfrentam diariamente esse mesmo dilema, mas que não abandonam o barco ou jogam tudo para o alto. Pacientemente, na oração, apresentam suas necessidades a Deus e vão partilhando aquilo que possuem, pois não existe ninguém que não tenha a dar, mesmo com todas as dificuldades. Foi sobre “o nada” que o Senhor realizou a multiplicação dos pães e dos peixes. Foi sobre “o nada” que Ele transformou a água em vinho. O Senhor precisa “do nada” para realizar seus milagres. Apresente a Ele “o seu nada”. Apresente a Ele tudo o que falta. Depois disso, deixe-se surpreender por Deus, como disse o Papa Francisco.

Lembre-se também de que a maioria dos santos da Igreja não tinha nada nas mãos quando começaram a realizar suas missões. Veja São Francisco: não foi acolhido pela própria Igreja. E Deus mostrou a ele o caminho: “Reconstrói a minha Igreja”. Esse homem revolucionou e revoluciona gerações. Seu testemunho de pobreza, sua instauração da Ordem Franciscana em benefício dos mais carentes impactam o mundo!

Percebeu o quanto o “nosso nada” é TUDO nas mãos de Deus?

Você não está só.

Persevere e creia sempre que seu ministério pode e vai muito além do que seus olhos podem ver.

6 comentários

17/1/2017

Maria

Quando fazemos com o Deus nos fortalece a prosseguir

17/1/2017

Walquiria Cabral Polatschek de Abreu

Esse texto veio a calhar; é assim mesmo... Pena que os que mais gostamos nunca se encontram em sintonia... Quanto mais tentamos aclarar mais confusas as coisas se tornam! Que Deus tenha compaixão de nós todos, e que possamos, ainda assim, ter forças para continuar a caminhada da vida.

17/1/2017

Nazor dos Santos Junior

Texto maravilhoso, bela mensagem que tocou muito meu coração e com certeza me fará ver o trabalho na equipe de musica de forma bem diferente sempre. Obrigado, muito obrigado!

17/1/2017

Jose Nilton

Muito Bom é para refletir! Parabens

19/1/2017

das Graças

Obrigada, Deus, pelas forças recebidas neste dia. Diante de palavras tão fortes e encorajadoras.

31/1/2017

pedro

31/01/2017 Pedro Como são belo os pês dos mensageiros, que cantam as maravilhas do senhor, à serviço do povo de Deus. E como são belas as palavras inspiradora narrada nesta mensagem! Deus seja louvado, pelos cantores, cantoras e tocadores, que levam a palavra de Deus a serio através da musica.