Colunistas

Religião e Comunicação

21/01/2019

Jovens evangelizadores

Por Darlei Zanon

Indicar a um amigo:





Nos próximo dias 22 a 27 de janeiro, a Cidade do Panamá acolhe a Jornada Mundial da Juventude, ocasião propícia para jovens do mundo todo se encontrarem e viverem juntos a alegria do evangelho, da fé, da vida cristã. Em sintonia com este grande evento eclesial, o Papa Francisco nos pede para durante este mês rezarmos “pelos jovens, especialmente os da América Latina, para que, seguindo o exemplo de Maria, respondam ao chamado do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho.”

Participar de uma Jornada Mundial da Juventude é uma ocasião única, um momento muito especial. Ali se faz uma verdadeira experiência de unidade cristã, onde todos os povos se reúnem em torno de uma só fé, um só Senhor, um só ideal, um só sentido de vida. São muitos os eventos que ocorrem simultaneamente, agradando todos os públicos. Muitos são os momentos de oração e de partilha da vida.

Cada jovem certamente tem o seu programa estabelecido com antecedência, de acordo com as suas preferências e com os grupos dos quais faz parte. Entretanto é impossível não se deixar contagiar pelo momento, pela vibração especial que uma JMJ vive. Cada participante se torna parte de um único corpo, vibrante, pulsante, ativo. Há um clima de festa, mas também de reflexão e mística, e é exatamente estes contrastes que a tornam o maior evento eclesial da atualidade, com a capacidade de reunir centenas de milhares de jovens e adultos. Todos nós certamente ainda temos na memória as belas imagens da JMJ do Rio.

Após o Brasil (2013) e a Polónia (2016), agora é a vez do Panamá receber as Jornadas na era do Papa Francisco. Antes dele os papas Bento XVI e João Paulo II, fundador e grande entusiasta dos jovens, sempre participaram intensamente. Com o tema “Eis a serva do Senhor; Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra” (Lc 1,38), será a primeira JMJ a ser realizada na América Central e logo a seguir a conclusão de um Sínodo dos Bispos sobre os jovens e o discernimento vocacional. Não é preciso dizer que serão muitas as expectativas, tanto de testemunho de alegria dos muitíssimos participantes, quanto da intensidade das mensagens do Papa e do clero presente.

Na intenção de oração deste mês o Papa especifica para rezarmos pelos jovens latino-americanos, pois ele sabe do delicado momento político-econômico que o nosso continente está vivendo. Os conflitos na Nicarágua são já muito conhecidos, assim como a ditadura Venezuelana que está aos poucos destruindo aquele país. São duas realidades graves e preocupantes, mas além dessas duas nações, diversas outras estão a pôr o futuro dos jovens em risco, com a falta de empregos, a pobreza extrema, a instabilidade política. Países até pouco tempo estáveis como o Brasil e a Argentina estão sofrendo com a constante troca de governo e a instabilidade política. O mesmo acontece com a Bolívia e alguns pequenos países da América Central e do Caribe. Todos devem recordar ainda das diversas manifestações durante a última visita do Papa ao Chile. Enfim, são tantos os problemas vividos pelo continente americano e os jovens certamente estão entre os que mais sofrem as consequências.

Na segunda parte da intenção de oração, o Papa confia estes jovens à proteção de Maria. Em toda a América Latina a devoção mariana é muito forte, com a invocação de diversos títulos, mas especialmente Nossa Senhora de Guadalupe, “la morenita” como é carinhosamente chamada desde a sua primeira aparição, no México, a 9 de dezembro de 1531. No ano 1910 o Papa Pio X declarou-a padroeira da América Latina.

Guadalupe trouxe uma mensagem de amor e união em um momento delicado da história e da colonização. O mesmo se espera neste momento da história, que sob a proteção de Maria, os jovens “respondam ao chamado do Senhor para comunicar ao mundo a alegria do Evangelho”. Rezemos juntos com o Papa Francisco por esta intenção e pelo êxito da próxima JMJ, na qual ele também estará presente.

nenhum comentário