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SALMO 103,19-22
Bendigam ao Senhor, todas as suas obras!

Javé pôs no céu o seu trono, e sua realeza governa o universo. Bendigam a Javé, anjos seus, executores poderosos de suas ordens, obedientes ao som da sua palavra . Bendigam a Javé, seus exércitos todos, minist...

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18/12/2007 - As duas vidas de Helena - Autor: Ângela Leite de Souza

PROJETO DE LEITURA

Título: As duas vidas de Helena
14 x 21cm
80 páginas
Autor: Ângela Leite de Souza
Ilustração:
Robson Araújo

Elaboração do Projeto: Beatriz Tavares de Souza



APRESENTAÇÃO
Trata-se de uma história em que envolve mudança sob a perspectiva sócio ambiental e formação de caráter humano, pela qual uma adolescente passa após a morte de sua avó. No ambiente da escola há dificuldades em demonstrar seus sentimentos e isso provoca a reação de seus colegas. A autora Ângela Leite, de modo criativo, aborda temas transversais ligados ao relacionamento, família, morte, mostrando a ação do educador no seu papel de orientar os educandos em suas determinadas situações vivenciadas e provocadas por circunstâncias do cotidiano que podem trazer dificuldades de enfrentamentos e que, por meio da prática pedagógica, sem dúvidas, acabam sendo superadas.

JUSTIFICATIVA
A temática da obra é dirigida ao público adolescente, por se tratar de problemas ligados ao relacionamento afetivo, entrosamento e aceitação de pessoas entre si. Obra que permite desenvolver um trabalho de reflexão entre os alunos sobre, entre outros, a importância da interação por meio de suas atitudes para com os novos colegas, advindos de outro lugar. Na interdisciplinaridade, o livro permite explorar áreas do conhecimento relativas à Língua Portuguesa, Ciências Sociais, Geografia, História e Matemática. E, sob o ponto de vista da Filosofia, valores humanos, trazendo reflexões sobre as atitudes de professores/alunos no seu papel individual e coletivo, que em debates pode-se mostrar caminhos ou soluções para superação dos problemas de relacionamento e familiares. A partir dessas constatações, podemos, então, propor atividades para conscientizar o estudante da importância da leitura para obter conhecimentos gerais e o bom desenvolvimento da fala e da escrita, bem como, por meio de outras atividades, desenvolver mecanismos para o aluno obter maior interação, boa acolhida e convivência em seu ambiente social.

PROJETO PEDAGÓGICO:
Como superar nossos preconceitos e medos. E como saber nos aceitar e aceitar nossos colegas e amigos para obtermos uma convivência em harmonia.

TEMA ABORDADO:
Valores Humanos: relacionamento, família, afetividade, interação e meio ambiente.

INDICAÇÃO:
Alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental e também alunos do Ensino Médio.

OBJETIVOS:
Levar o aluno a:
 Desenvolver habilidades de leitura e escrita
 Fazer da leitura um princípio para posicionar-se em debates em situações criadas para reflexões e questionamentos sobre o tema abordado
 Explorar conhecimentos lingüísticos e o valor da linguagem escrita
 Explorar os conhecimentos interdisciplinares sob orientação pedagógica e de trabalhos de pesquisa

PROPOSTA DE ATIVIDADES:
 Apresentar o livro, propiciando aos alunos a elaboração de hipóteses sobre o título da obra. Leia o título e antecipe: como vocês imaginam que seja esta história?
 Trabalhar com a linguagem plástica: as ilustrações da capa.
 Comente sobre elas. Elas trazem algum significado? Por exemplo, a divisão da face da moça em duas partes, uma azulada, triste com olho fechado, outra iluminada e atenta. O que retratam essas imagens?
 Do mesmo modo, a casa, as árvores; a paisagem rural sob um vendaval, quais os sentidos que despertam em você?
 Amplie essa reflexão, buscando no interior das páginas o sentido de outras imagens, ajudando-os a sentir e a entender.
 A fisionomia das crianças
 A imagem da garota sempre representada com arco vermelho
 Compare a fisionomia da professora de Matemática e de Língua Portuguesa.

INICIANDO A LEITURA:
Sugerimos que monitore o processo de leitura, levantando com os alunos os conhecimentos textual-lingüísticos e os conhecimentos de mundo.
Propomos também aprofundar a compreensão do texto em situações de leitura compartilhada sob interação professor-aluno. Por exemplo, use o episódio da “ovada”, da qual seria vítima o aluno Henrique e faça com eles uma reflexão: até que ponto uma brincadeira se torna agressiva ou não. Além disso, propicie reflexões para a conscientização sobre a utilidade do ovo como alimento e o seu desperdício nessa brincadeira.
Em debate, lance perguntas aos alunos: por que Helena agia daquele modo – tido como “esquisito” - entre os colegas. Ela era uma mentirosa compulsiva? Por medo dos colegas? Por vergonha? Era problema de auto-estima? De auto-afirmação?
 Forme dupla de alunos e pergunte:
 Qual seria sua reação se os colegas viessem zombar da forma como você se veste, anda ou fala?
 Caso alguém tenha vivido essa situação, peça para contar e mostrar a diferença entre a compreensão, paciência, e a intolerância.
A autora evidencia o choque de identidade entre o encontro de pessoas em um meio social com outras vindas de outro lugar. Propomos que explore esse assunto.
 Solicite aos alunos que façam um levantamento de onde vieram seus pais. Depois propicie ambiente para que esses filhos de migrantes (ou imigrantes) contem suas histórias: de onde vieram e como chegaram até aqui.
 Proponha que tragam fotos do estado, cidade ou país de suas origens.
 Que contem oralmente sobre a cultura e os costumes de sua terra, podendo, por exemplo, planejar uma aula para trazer comidas típicas, músicas, danças folclóricas, etc.
 Providencie murais, cartazes, literatura de cordel, gincanas, etc., para que os estudantes exponham suas próprias histórias.
Sugerimos também que o professor coloque um mapa na sala de aula e proponha aos alunos que localizem o país, a cidade, estado de sua origem.
Sabemos que a nossa Língua Materna possui dialetos que, diferentemente um do outro, são falados em diversas partes do país. Portanto, propomos que evidencie algumas palavras e incentive-os a buscar os significados. Por exemplo: as palavras aipim, mandioca, macaxeira, guri, menino, moleque, etc. fazem parte dessa diversidade dialética.

ATIVIDADES:
 Propicie um ambiente para que os alunos desenvolvam uma gincana. Forme grupo de alunos com seus estados respectivos de origem e desafie-os a encontrar não somente palavras, mas tudo que se refere à cultura que possa retratar essa diversidade dialética e cultural. Por exemplo: quais os termos (né, uai, och, bah, etc.) mais usados na sua cidade?
 De onde será que vieram as expressões: “A mentira tem perna curta”, ”Quem cochicha o rabo espicha”, “De papo”, “Olhou de rabo de Olho”, “Pagou mico”. Seriam expressões populares? E o que é expressão popular?
 Explore os sentidos dessas expressões e desafie-os a escrever alguma delas na linguagem da norma culta com o mesmo sentido. Por exemplo: para a expressão popular fulano “olhou de rabo de olho”, na norma culta seria escrito fulano olhou de soslaio ou fulano olhou de esguelha ou ainda fulano olhou de lado.
 Buscar no texto trechos que configurem algumas dessas expressões populares e lance perguntas de compreensão e interpretação de leitura. Por exemplo, na página 70, por que Rita “pagava o maior mico”? Na página 71, qual era a “nova moda” da Profª. Luiza?
 Solicitar aos alunos que encontre um trecho da história que confirma o dito popular “mentira tem perna curta”.
 Sugerimos que busquem palavras vindas do “estrangeirismo”, por exemplo, blog, hamster, stop, etc., e desafie-os a encontrar palavras no português que substituem as palavras estrangeiras encontradas no texto do livro.
 Lance outros desafios como, por exemplo, a produção de textos orais e escritos: poesias, músicas, desenhos, etc., utilizando expressões populares retiradas ou não do livro.
 Incentive-os a criar para a classe um meio de comunicação escrita como, por exemplo, um “blog”, “correio elegante”, “bilhetes”, “diários”, etc., e no final do curso publique-os ou exponha-os para as demais classes da escola.
Solicite que mostrem como o saber ler e escrever melhor tornou mais fácil que eles compreendessem a si e aos colegas. Individualmente, desafie-os a criar gráficos que mostrem a melhora do desempenho escolar, à medida em que desenvolveram o hábito de leitura e melhor relacionamento com colegas e professores.
Por último, propomos que leve uma canção que tenha alguma expressão popular e cante com seus alunos. Exemplos: “Quem não tem colírio usa óculos escuros”, de Raul Seixas:
Como vovó já dizia
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Mas não é bem verdade?
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Hummm...
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A serpente está na terra e o programa está no ar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A formiga só trabalha porque não sabe cantar
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Quem não tem filé come pão e osso duro
Quem não tem visão bate a cara contra o muro

(quem não tem colírio usa óculos escuros)
É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
José Newton já dizia se subiu tem que descer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Só com a praia bem deserta que o sol pode nascer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A banana é vitamina que engorda e faz crescer
Quem não tem colírio usa óculos escuros
Quem não tem filé come pão e osso duro
Quem não tem visão bate a cara contra o muro

Quem não tem colírio usa óculos escuros
Quem não tem filé come pão e osso duro
Quem não tem visão bate a cara contra o muro

(quem não tem colírio usa óculos escuros)
É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Só com a praia bem deserta que o sol tem que nascer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
José Newton já dizia se subiu tem que descer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A banana é vitamina que engorda e faz crescer
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A serpente tá na terra e o programa está no ar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
A formiga só trabalha porque não sabe cantar
(quem não tem colírio usa óculos escuros)
Quem não tem filé come pão e osso duro

ou “Quem cochicha o Rabo Espicha” (Jorge Ben Jor)

Sugestão para avaliação:
Participação nas atividades
Atendimento às propostas de trabalho
Desempenho no trabalho em grupo
Criatividade

Ressaltamos que as atividades aqui propostas têm por objetivo cooperar, oferecendo subsídios para a mediação do trabalho pedagógico com a obra As duas vidas de Helena, da PAULUS Editora, e que não pretendem ser determinantes do trabalho desenvolvido em sala de aula, tendo em vista que somente o professor conhece as necessidades específicas de sua turma.


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