14º DOMINGO COMUM Jesus não é aceito em sua própria terra
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:: Artigo
12º INTERECLESIAL: CLAMOR POR JUSTIÇA, PARTILHA E PAZ Sérgio Bradanini
“O grito de um povo que sofre e pede justiça, liberdade e respeito aos direitos mais fundamentais do homem e dos povos” (Puebla, 87) é o clamor das vítimas que, desde sempre, exigem um mundo sem fome nem guerra, sem discriminação nem exclusão, sem pobreza nem marginalização.
Com efeito, hoje “já não se trata só de exploração e de opressão, mas de algo novo: a exclusão social. Os excluídos não são somente ‘explorados’, mas ‘supérfluos’ e ‘descartáveis’” (DA 65). Além do mais, na lista de “novos rostos pobres” (DA 65 e 402) se lê a expressão dramática da situação de nossa época: de um lado está a riqueza de poucos e, do outro, a miséria de multidões!
Não é suficiente ouvir o grito das vítimas e cuidar de suas feridas: é necessário tomar as providências cabíveis para que haja um mundo justo e solidário, como sempre desejamos, construído por meio de gestos concretos.
É necessário ir ao encontro dessa enorme multidão de gente, estabelecendo relações fraternas, pois nisto consiste essencialmente a missão da Igreja: comunicar vida a partir dos mais necessitados (DA 360).
É bom lembrar que o DA (n. 83-87) apresenta uma denúncia veemente contra a apropriação, a depredação e a devastação da Amazônia, as quais, além do ambiente, ameaçam a vida de seus habitantes. Ouve-se o clamor de toda a criação, que anseia pela vida e pela sua re-denção (Rm 8,22s).
Ora, as CEBs, as pequenas comunidades ou grupos são os “lugares” privilegiados de onde brota a vida. Com uma experiência diária de duro trabalho e de sofrimento, “elas são fonte e semente” de vida, de comunhão e de partilha na sociedade e na Igreja (DA 179). Aqui surge realmente a possibilidade de renovação e de revitalização autêntica das estruturas eclesiais em conformidade com o projeto de Deus.
De fato, Deus tem um projeto global de salvação que é fraternidade, comunhão, partilha, compaixão, felicidade e paz. Se é verdade que “a paz é fruto da justiça e a obra da justiça consiste na tranquilidade e na segurança para sempre” (Is 32,17), é preciso “abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DA 365), para não ficarmos à margem do sofrimento dos “pobres” do nosso continente.
:: Evangelho
Mateus 16,13-19 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. – Palavra da salvação