¨Muitos acham que a tarefa mais significativa de um novo pontificado seria restaurar a eclesiologia do Vaticano II ressuscitando o conceito de povo de Deus. Paradoxalmente, o maior adversário do conceito de povo de Deus foi aquela pessoa que acabava de publicar um livro sobre ¨O novo povo de Deus¨. Os defensores mostraram-se menos rigorosos do que os opositores. Evidentemente, ninguém podia rejeitar abertamente um Concílio Ecumênico, mas as críticas tendiam a relativizar o valor dos documentos, pôr em evidência as insuficiências ou as contradições. Depressa espalhou-se o rumor de que o Vaticano II estava superado, que fora influenciado por circunstâncias históricas que já pertenciam ao passado, que os bispos se tinham deixado levar por emoções sem olhar criticamente o mundo com o qual queriam caminhar. Bem depressa também a oposição concentrou os seus ataques contra a idéia de ‘o povo de Deus’. Na realidade, muitos estavam espantados pela perspectiva de mudar alguma coisa nas estruturas ou nas condutas tradicionais da Igreja, e temiam que o conceito de povo de Deus fosse usado para pedir reformas. Aceitavam idéias, com a condição de que não se tirassem delas conseqüências práticas. Ou então esperavam resultados imediatos permitindo um novo triunfalismo e, quando viram que os triunfos não chegavam, voltaram para trás.¨
Título: O povo de Deus Catálogo: Teologia Assunto: Eclesiologia Ano: 2002 Autor(a): José Comblin Acabamento: bolso - brochura Formato: 13.5X21 Coleção: temas de atualidade
Número de páginas: 416 Editora: PAULUS Edição: 2 Código de barras: 9788534918336 ISBN: 8534918333