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São Paulo/SP | Introdução à audiodescrição

1 – Apresentação (ementa):

Justificativa:

 

  • A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta em todos os países desenvolvidos. No Brasil, segundo dados do IBGE – Censo de 2010, existem 35.791.488 pessoas com deficiência visual total e parcial que se encontram excluídas da experiência audiovisual e cênica.
  • Considerando que a legislação vigente garante o acesso e permanência das pessoas com deficiência na educação, torna-se necessária a utilização de recursos de acessibilidade comunicacional para a inclusão desse público e, portanto, a capacitação de profissionais para utilização responsável do recurso. A audiodescrição é um desses recursos que tem o objetivo de ampliar o entendimento de pessoas com baixa visão, deficiência visual, intelectual, deficit de atenção, disléxicos e idosos com baixa acuidade visual.
  • Outro fator fundamental para a capacitação de profissionais em audiodescrição é o fato de que, desde 2016, estão em vigor as leis que obrigam que seja destinada uma porcentagem do orçamento de produções culturais à acessibilidade comunicacional (em teatro, cinema, museus). Por isso todos os editais de incentivo à cultura (PROAC) tem que ser feitos de acordo com as leis da ANCINE – Agência Nacional de cinema e da LBI – Lei Brasileira de Inclusão.

A audiodescrição (AD) é um recurso de acessibilidade comunicacional, também conhecido como tecnologia assistiva, utilizado para ampliar o entendimento de pessoas com deficiência visual por meio de descrições das imagens estáticas ou em movimento, paisagens, cenários, a arquitetura da cidade, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, etc. A AD pode ser feita em eventos, culturais, como cinema, espetáculos de teatro, dança, musicais, óperas, desfiles, festas folclóricas, carnaval, exposições de arte, mostras de fotografia; sociais, como casamentos, funerais, partos, etc; turísticos, como caminhadas e passeios em cidades ou no campo, lugares onde a descrição da paisagem é fundamental, museus e zoológicos; esportivos, como esportes radicais, jogos, competições; acadêmicos, como palestras, seminários, congressos, aulas; e sócio culturais como, feiras culturais e de ciências.
Uma das bases do alicerce que sustenta um indivíduo, com deficiência ou não, é a sua identidade e autonomia cultural, que só podem ser constituídas a partir da possibilidade de comunicação e da liberdade de se relacionar com o mundo. Não se pode exigir que um indivíduo que não tenha seus direitos garantidos, cumpra com seus deveres e torne-se um cidadão. Para o filósofo Hegel, “direitos e deveres devem caminhar juntos”. O percurso da cidadania inclui garantir a autonomia intelectual e a possibilidade da pessoa com deficiência visual ter uma vida social com oportunidades iguais, ter aquilo que é de seu direito – se relacionar com o mundo em sua plenitude. A AD é, acima de tudo, uma possibilidade para todos, de conscientização, de reconhecimento e de valorização da diversidade. Todos nós só temos a ganhar com a inclusão social e cultural.

2 – Objetivos:

Gerais:

Promover a inclusão social e cultural de pessoas com deficiência visual, por meio de uma ampla reflexão sobre a maneira pela qual todo e qualquer espectador tem acesso às imagens, junto a uma investigação das formas como essas telas se constituem na mente da pessoa cega por meio das palavras. O aluno poderá produzir roteiros de audiodescrição de imagens estáticas como pinturas e esculturas e de imagens em movimento como cinema, teatro e dança e televisão.

Específicos:

  • Capacitar profissionais de áreas diversas, oferecendo-lhes os recursos necessários para que possam apropriar-se dos conceitos e das técnicas de audiodescrição para elaborar roteiros de audiodescrição e propiciar ao espectador com deficiência visual as ambiguidades referentes às formas de apropriação dos conteúdos visuais.
  • Dar autonomia aos profissionais que atuam em áreas diferentes, para conduzir atividades inclusivas com o referente recurso de acessibilidade, dentro de seu local de trabalho, escola, comunidade, cultos e reuniões de grupos em suas igrejas, assim como, em ambientes externos como por exemplo, passeios, museus, cinema, teatro, dança entre outros.
  • Dar subsídios aos gestores e produtores culturais para que possam elaborar projetos de
    arte e cultura com responsabilidade social, seja por meio de Editais de Fomento à cultura ou de outras formas de patrocínio.

 

3 – Público-alvo:

Quaisquer pessoas que desejem trabalhar com inclusão
Profissionais da área da comunicação, cinema, televisão, jornalismo, escritores, produtores culturais, roteiristas, diretores e atores de teatro, coordenadores de museus, artes cênicas e visuais.
Pessoas que atuem nas diversas esferas da educação, cultura, saúde, turismo, informática.
Pessoas com deficiência visual que queiram se tornar consultores/revisores de roteiros de audiodescrição, função fundamental, (incluída nas Normas Técnicas da audiodescrição no Brasil – ABNT-AD), no processo de audiodescrição de material audiovisual e de imagens estáticas.

4 – Conteúdo programático:

Aula 1 (03/07)
Manhã
– Objetivos, conceito e história da audiodescrição
– Áreas de aplicabilidade: cinema, teatro, televisão, museus, dança, eventos acadêmicos e sociais.
– O quê e como audiodescrever de acordo com as modalidades, especificidades, estilos e autorias das obras estáticas ou em movimento (escultura, pintura, gravura, teatro, cinema, dança, eventos, etc).
– Formas de audiodescrição: ao vivo – simultânea – pré – gravada.
– Formas de locução, utilização dos tempos verbais, adequação e entonação de voz.
– Introdução à teoria do olhar, estudos da percepção e a construção da imagem poética e artística.
Discussão sobre a formação dos juízos sobre o belo para a pessoa com deficiência visual.
Tarde
Exibição de trabalhos audiodescritos no cinema, teatro, museus e eventos.
– Exercício prático de audiodescrição – Exploração tátil de escultura
– Exercício prático, individual, de elaboração de roteiro de audiodescrição em imagens em movimento: terminologias, descrição dos planos, cortes, posição de câmera, iluminação, mudanças de tempo e espaço.
– Atividades práticas: exercícios de audiodescrição simultânea com curtas-metragens.
– Políticas Públicas – o acesso das pessoas com deficiência visual aos bens culturais
– Lei Brasileira de inclusão – LBI, Lei da ANCINE – Agência Nacional de Cinema, Lei da acessibilidade na televisão.

Aula 2 (10/07)
Manhã
Normas técnicas – ABNT – AD: Diretrizes para a produção de audiodescrição no Brasil. (conceitos da AD, desenho universal, formas de descrever, termos, tempos de verbo, locução, modalidades, aplicabilidades, inserções em mídia, revisão de roteiro, etc.)
Tarefa: escolher um curta de um minuto, sugerido e fazer o roteiro de audiodescrição.
-Revisão comentada dos roteiros de AD dos alunos pela professora e, posteriormente, pelos alunos. A experiência da prática de revisão coletiva objetiva um aprendizado do aluno no que se refere aos modos e termos diversificados de descrição, tempo de construção do roteiro e também para a resolução de dúvidas sobre o processo.
– Análise das formas de elaboração de roteiro de audiodescrição em curta metragem (Fellini)
Tarde
Abordagem à audiodescrição no cinema de arte – A importância da linguagem fílmica no roteiro de audiodescrição. O cinema como linguagem e a fruição artística por meio da AD.
– “Em busca de uma educação visual da pessoa com deficiência visual no cinema” – Estudo dos pontos de vista dos espectadores cegos, da construção do conhecimento por meio de todos os sentidos e não somente da visão, depoimentos. (Dissertação de Mestrado da professora que ministra o curso, Bell Machado)

Aula 3 (17/07)
Manhã
– Escolha de um curta metragem para elaboração coletiva de um roteiro de audiodescrição
– Divisão de grupos de alunos para a elaboração dos roteiros
– Estudo da obra a ser audiodescrita
– Início do trabalho em grupo com a supervisão da professora.
Tarde
Continuação do trabalho em grupo e finalização dos roteiros.
Observação:
Fora da sala de aula, durante a semana, a professora fará a revisão e adequações de cada roteiro nos quisitos terminologias usadas, traduções poéticas das imagens e dos verbos, minutagem), pois requer muito tempo. Esse trabalho é preceito básico para que a seguinte aula/palestra do consultor com DV possa acontecer, pois o revisor precisará ter pronto o roteiro para que ele tenha a revisão final. Mais informações no ítem 5.

Aula 4 (24/7)
Manhã
Palestra Consultor com DV.
Revisão de roteiro de AD
Espaço para perguntas e dúvidas de alunos no que se refere à compreensão das imagens da pessoas com deficiência visual
Tarde
Adequações do roteiro revisado.
Exibição do filme com audiodescrição ao vivo feita pelos alunos.
Considerações finais e encerramento do curso

5 – Metodologia:

 

  1. Aulas teóricas
    Leis e decretos sobre audiodescrição
    Exposição e reflexão de textos selecionados sobre relações estéticas para a melhor compreensão do objeto a ser descrito.
    Formas de audiodescrição (simultânea, ao vivo e pré-gravada)
    Formas de locução: a voz como fator potencializador da carga dramática.
    Terminologia adequada, tempos de verbo, etc.
  2. Leitura de textos
    Indicação de textos filosóficos e técnicos para serem lidos em casa
  3. Exercícios de observação
    Assistir filmes, programas de TV e ver fotografias.
    A partir da exibição de filmes, primeiramente observar os planos-sequência, discutir a particularidade do cenário, dos objetos e dos personagens para então, fazer a escolha das imagens e pessoas a serem descritas, assim como, a maneira de descrevê-las.

4. Roteirização de filmes:

Elaborar roteiro de um curta-metragem e de uma imagem estática.
Fora de sala de aula: Revisão de roteiro individual dos alunos e no fim, dos grupos. Interlocução com alunos via internet.
Atividades práticas
Exibição de filmes e locução das descrições realizadas pelos alunos.
Critérios de avaliação: O aluno deverá produzir um roteiro de audiodescrição de um filme de curta metragem ou trecho de um filme . Poderá ou não ser atribuída nota de zero a dez.

6 – Bibliografia:

ALMEIDA, Milton José de. O teatro da memória de Giulio Camillo. Cotia/Campinas: Ateliê Editorial (Ed. da Unicamp),2005.
ALMEIDA, Milton José de. Cinema-Arte da Memória. Campinas (Ed. Autores Associados),1999.
ALMEIDA, Milton José de. Notas à margem da memória.
AUMONT, Jacques. O olho interminável (cinema e pintura) São Paulo (Cosac e Naif), 2004.
BAZIN, Andrè. “O Cinema – Ensaios”. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1971.
BERNADET, Jean-Claude. O que é cinema. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1980.
BETTON, Gérard. Estética do Cinema. São Paulo:Martins Fontes, 1987.
BRUNETTA, Gian Piero. Cent’anni di Cinema Italiano. Vols. I e II. Bari: Ed.Econômica Laterza,1995.
CANEVACCI, Massimo. Antropologia do Cinema. São Paulo: Brasiliense, 1988.
CANZANI, A. Cinema di Tutto il Mondo. Milão: Ed. Mondadori, 1978.
DIDEROT, Denis. Carta sobre os Cegos, em Guinsburg (org.), Obras I – Filosofia e Política. São Paulo: Ed. Perspectiva S.A, 2000.
DIDEROT, Denis. Tratado sobre o belo, em Guinsburg (org.). Obras II – Estética, Poética e Contos. São Paulo: Ed. Perspectiva S.A., 2000.
DIDEROT, Denis. Ensaios sobre a pintura e Carta sobre os surdos e mudos, em Guinsburg (org.). Obras II – Estética, Poética e Contos. São Paulo: Ed.Perspectiva S.A., 2000.
EMILIO, Paulo. Suplemento Literário. Vols. I e II. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 1982.
EISENSTEIN, Sergio M. El sentido del cine. Cordoba, Siglo XXI Argentina Editores, 1974.
EISNER, Lotte H. A Tela Demoníaca – As Influências de Max Reinhardt e do Expressionismo. Rio de Janeiro: Ed.Paz e Terra, 1983.
ESPINOSA. Felicidade e liberdade, em CHAUÌ, Marilena. Espinosa: uma filosofia da liberdade. São Paulo, Moderna, 1995.
FABRIS, Mariarosaria. O Neo-realismo Cinematográfico Italiano. São Paulo: Edusp, 1996.
FIELD, Syd. Manual do Roteiro: os fundamentos do texto cinematográfico. São Paulo: Ed.Objetiva, 2001.
KRACAUER, Siegfried. Cinema Tedesco: dal “Gabinetto dell Dot. Caligari a Hitler. Milano: Mondadori Editori, 1954.
MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & Pós-cinemas.Campinas, SP: Papirus, 1997.
MACHADO, Isabel. Razão, loucura e imaginação nas relações estéticas e morais.
MACHADO, Isabel. Uma relação entre a “Carta sobre os cegos” D.Diderot e “Cândido” de Voltaire.
MACHADO, Isabel. A relação entre o belo, a natureza, o louco e o artista no episódio de Van Gogh, no filme Sonhos, de A. Kurosawa
MACHADO, Isabel. “Liberdade e Felicidade em Espinosa”; Chauí, Marilena. “Espinosa: Uma filosofia da liberdade” e Spinosa, Benedictus “Pensamentos metafísicos: Tratado da correção do intelecto”; “Ética; “Tratado político”.
MACHADO, Isabel. “Leitura comentada da Carta sobre os cegos” . Revista Brasileira de Tradução Visual – Vol 3
MACHADO, Isabel. A parte invisível do olhar: audiodescrição no cinema: a constituição das imagens por meio das
palavras – uma possibilidade de educação visual para a pessoa com deficiência visual no cinema.
http://unicampbr.summon.serialssolutions.com/#!/search?ho=t&l=brPT&q=(AuthorCombined:(Isabel%20Pitta%20Ribeiro%20Machado))
MASCARELLO, Fernando (org.). História do Cinema Mundial. Campinas, SP: Papirus, 2006.
Dossiê Cinema Brasileiro. Revista da Universidade de São Paulo nº 19, 1993.
RAMOS, Fernão (Org.). História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1987.
ROUSSEAU, Jean Jacques. Emílio ou da Educação. São Paulo/Rio de Janeiro: Difel, Difusão Editorial, 1979.
SADOUL, G. História do Cinema Mundial. Vols. I e II.- São Paulo: Ed. Martins, 1963.
TARKOVSKY, Andrei. Esculpir o tempo. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 2010.
VOLTAIRE. Cândido ou O Otimismo. São Paulo: Ed.Martin Claret, 2001.
XAVIER, Ismail. A Experiência do Cinema: antologia. Rio de Janeiro: Ed.Graal/ Embrafilme,1983.

Informações Úteis

Investimento

Gratuito

Data

Segunda-feira

Duração

03/07/2017 à 24/07/2017

Horário

Das 08h30 às 17h30

Carga Horária

44 horas

Vagas

Inscrições encerradas

Local

Faculdade PAULUS de Tecnologia e Comunicação - FAPCOM - Rua Major Maragliano, 191 - Vila Mariana -São Paulo/SP | Sala Home Andar 3

Professores

Isabel Pitta Ribeiro Machado

2013-2016 - Assessora e coordenadora de projetos de acessibilidade cultural na SMPD - Secretaria
Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas.
2013-2015 - Mestre em Multimeios no Instituto de Artes da Unicamp com a dissertação:
Título: A parte invisível do olhar : audiodescrição no cinema : a constituição das imagens por meio das
palavras - uma possibilidade de educação visual para a pessoa com deficiência visual no cinema
Título [Outro Idioma]: The invisible side of the eye : audiodescription in the movies : the creation of
images through words - a possibility of visual education for visually impaired person in the cinema
Autor(es): Isabel Pitta Ribeiro Machado
http://unicampbr.summon.serialssolutions.com/#!/search?ho=t&l=brPT&q=(AuthorCombined:(Isabel%20Pitta%20Ribeiro%20Machado))
Bacharel em Filosofia pela Unicamp -2005. De 1983 a 1986 estudou Fonoaudiologia na PUC-Campinas e
em 1989/90 Agronomia, na Universidade de Padova, Itália.
Foi docente no 1º curso do Brasil de Especialização em Audiodescrição na UFJF Universidade
Federal de Juiz de Fora (MG), em 2014 e 2015, onde ministrou as disciplinas “Audiodescrição no
Cinema” e “Linguagem Cinematográfica”.
De 2009 a 2014, proferiu oito cursos de “Introdução à formação em audiodescrição”, com carga
horária de 40 hs, entre eles, na SMPD Campinas, SME Secretaria de Educação, Centro Cultural Louis
Braille de Campinas, TV Comunitária – Canal Oito NET e Unicamp / LAB- Laboratório de
Acessibilidade.
De 2010 a 2013 foi audiodescritora da ONG Vez da Voz- mídia com acessibilidade comunicacional.
Em 1999 iniciou seu trabalho em audiodescrição de filmes para pessoas com deficiência visual, no
Centro Cultural Braille de Campinas. No mesmo ano, junto à graduação de filosofia da Unicamp,
desenvolveu pesquisas junto aos usuários do Centro, sobre filósofos iluministas cujo objeto de estudo
era a investigação das metáforas óticas e a construção do conhecimento por meio dos sentidos.
Coordenou de 2005 a 2011 o projeto de inclusão social, cultural e digital do Ministério da Cultura:
Ponto de Cultura Cinema em Palavras no Centro Braille. Em 2006 o Projeto “Cinema para cegos”
foi agraciado com o Prêmio Cidadão RAC-CPFL.
Desde o ano de 2000, fez a audiodescrição ao vivo de aproximadamente 320 filmes brasileiros e
estrangeiros. No teatro fez AD ao vivo de 15 espetáculos em Festivais. Tem 10 vídeos e 09 filmes
gravados com audiodescrição.
Articulista no livro “Educação e cultura audiovisual: ressonâncias"com o artigo A parte
invisível do olhar. RODRIGUES, U. A.; AMORIM, A. C. R.; COSTA, A. V. P. P.;
SILVA, J.M.B.; MACHADO, I.; SOARES, C.L.; 01/2012, ed. 1, Moderna, Vol. 1, pp. 6, pp.5-
10, 2012
Articulista do livro Audiodescrição – transformando imagens em palavras com o artigo “Ponto
de Cultura Cinema em Palavras - A filosofia no projeto de inclusão social e digital”. Lívia Maria
Vilela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, organizadores. São Paulo: Secretaria dos Direitos da
Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010. Vários autores.
Artigos publicados na Revista Brasileira de Tradução Visual:
Leitura comentada da Carta sobre os cegos, de Denis Diderot, em:
http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/index.php/principal/article/view/49
A linguagem cinematográfica na audiodescrição, em:
http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/index.php/principal/issue/view/9/showToc
Foi responsável pela audiodescrição de filmes em importantes ciclos e mostras de cinema com
acessibilidade, como por ex. a 1ª e 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, em
2006 e 2007 e ainda responsável pela audiodescrição simultânea nos estúdios do UOL, do Prêmio
2
Empreendedor social Folha de São Paulo. Realizou audiodescrição ao vivo em visitas guiadas em
Turismo e Museus.
Desde 2009 proferiu aproximadamente 50 palestras e mini cursos sobre audiodescrição e cinema, e
sobre cinema, educação e filosofia.
Foi professora do curso livre de História do Cinema no Museu da Imagem e do Som - MIS Campinas,
de 1999 a 2010, no CCLA – Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas em 2010 e na Escola de
Artes Pandora em 2011 e 2012.

Inscrições encerradas.