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São Paulo/SP | Introdução à Audiodescrição

1 – Apresentação (ementa):
Justificativa:
– A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta em todos os países desenvolvidos. No Brasil, segundo dados do IBGE – Censo de 2010, existem 35.791.488 pessoas com deficiência visual total e parcial que, encontram-se excluídas da experiência audiovisual e cênica.
– Considerando que a legislação vigente garante o acesso e permanência das pessoas com deficiência na educação, torna-se necessária a utilização de recursos de acessibilidade comunicacional para a inclusão desse público e, portanto, da capacitação de profissionais para utilização responsável do recurso. A audiodescrição é um desses recursos que tem o objetivo de ampliar o entendimento de pessoas com baixa visão, deficiência visual, intelectual, deficit de atenção, disléxicos e idosos com baixa acuidade visual.
– Outro fator fundamental para a capacitação de profissionais em audiodescrição é o fato de que, desde 2016 estão em vigor as leis que obrigam que seja destinada uma porcentagem do orçamento de produções culturais à acessibilidade comunicacional, (em teatro, cinema, museus). Por isso todos os editais de incentivo à cultura,(PROAC) tem que ser feitos de acordo com as leis da ANCINE – Agência Nacional de cinema e da LBI – Lei Brasileira de Inclusão.
A audiodescrição (AD) é um recurso de acessibilidade comunicacional, também conhecido como tecnologia assistiva, utilizado para ampliar o entendimento de pessoas com deficiência visual por meio de descrições das imagens estáticas ou em movimento, paisagens, cenários, a arquitetura da cidade, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, etc. A AD pode ser feita em eventos, culturais, como cinema, espetáculos de teatro, dança, musicais, óperas, desfiles, festas folclóricas, carnaval, exposições de arte, mostras de fotografia; sociais, como casamentos, funerais, partos, etc; turísticos, como caminhadas e passeios em cidades ou no campo, lugares onde a descrição da paisagem é fundamental, museus e zoológicos; esportivos, como esportes radicais, jogos, competições; acadêmicos, como palestras, seminários, congressos, aulas; e sócio culturais como, feiras culturais e de ciências.
Uma das bases do alicerce que sustenta um indivíduo, com deficiência ou não, é a sua identidade e autonomia cultural, que só podem ser constituídas a partir da possibilidade de comunicação e da liberdade de se relacionar com o mundo. Não se pode exigir que um indivíduo que não tenha seus direitos garantidos, cumpra com seus deveres e torne-se um cidadão. Para o filósofo Hegel, “direitos e deveres devem caminhar juntos”. O percurso da cidadania inclui garantir a autonomia intelectual e a possibilidade da pessoa com deficiência visual ter uma vida social com oportunidades iguais, ter aquilo que é de seu direito – se relacionar com o mundo em sua plenitude. A AD é, acima de tudo, uma possibilidade para todos, de conscientização, de reconhecimento e de valorização da diversidade. Todos nós só temos a ganhar com a inclusão social e cultural.

2 – Objetivos:
Gerais:
Promover a inclusão social e cultural de pessoas com deficiência visual, por meio de uma ampla reflexão sobre a maneira pela qual todo e qualquer espectador tem acesso às imagens, junto a uma investigação das formas como essas elas se constituem na mente da pessoa cega por meio das palavras. O aluno poderá produzir roteiros de audiodescrição de imagens estáticas como pinturas e esculturas e de imagens em movimento como cinema, teatro e dança e televisão.

Específicos:
– Capacitar profissionais de áreas diversas, oferecendo-lhes os recursos necessários para que possam apropriar-se dos conceitos e das técnicas de audiodescrição para elaborar roteiros de audiodescrição e propiciar ao espectador com deficiência visual as ambiguidades referentes às formas de apropriação dos conteúdos visuais.
– Dar autonomia aos profissionais que atuam em áreas diferentes, para conduzir atividades inclusivas com o referente recurso de acessibilidade, dentro de seu local de trabalho, escola, comunidade, cultos e reuniões de grupos em suas igrejas, assim como, em ambientes externos como por exemplo, passeios, museus, cinema, teatro, dança entre outros.
– Dar subsídios aos gestores e produtores culturais para que possam elaborar projetos de
arte e cultura com responsabilidade social, seja por meio de Editais de Fomento à cultura ou de outras formas de patrocínio.

3 – Público-alvo:
Quaisquer pessoas que desejem trabalhar com inclusão
Profissionais da área da comunicação, cinema, televisão, jornalismo, escritores, produtores culturais, roteiristas, diretores e atores de teatro, coordenadores de museus, artes cênicas e visuais.
Pessoas que atuem nas diversas esferas da educação, cultura, saúde, turismo, informática.
Pessoas com deficiência visual que queiram se tornar consultores/ revisores de roteiros de audiodescrição, função fundamental, (incluída nas Normas Técnicas da audiodescrição no Brasil – ABNT-AD), no processo de audiodescrição de material audiovisual e de imagens estáticas.

4 – Conteúdo programático:
Aula 1 (Isabel Machado)
Dia 04/04
Manhã
– Objetivos, conceito e história da audiodescrição
– Áreas de aplicabilidade: cinema, teatro, televisão, museus, dança, eventos acadêmicos e sociais.
– O quê e como audiodescrever de acordo com as modalidades, especificidades, estilos e autorias das obras estáticas ou em movimento (escultura, pintura, gravura, teatro, cinema, dança, eventos, etc).
– Formas de audiodescrição: ao vivo – simultânea – pré – gravada.
– Formas de locução, utilização dos tempos verbais, adequação e entonação de voz.
– Introdução à teoria do olhar, estudos da percepção e a construção da imagem poética e artística.
Discussão sobre a formação dos juízos sobre o belo para a pessoa com deficiência visual.
Tarde
Exibição de trabalhos audiodescritos no cinema, teatro, museus e eventos.
– Exercício prático de audiodescrição – Exploração tátil de escultura
– Exercício prático, individual, de elaboração de roteiro de audiodescrição em imagens em movimento: terminologias, descrição dos planos, cortes, posição de câmera, iluminação, mudanças de tempo e espaço.
– Atividades práticas: exercícios de audiodescrição simultânea com curtas-metragens. (Dali)
Normas técnicas – ABNT – AD: Diretrizes para a produção de audiodescrição no Brasil. (conceitos da AD, desenho universal, formas de descrever, termos, tempos de verbo, locução, modalidades, aplicabilidades, inserções em mídia, revisão de roteiro, etc.)
– Tarefa para dia 18/04:
Escolher um curta de um minuto, sugerido e fazer o roteiro de audiodescrição.
-Revisão comentada dos roteiros de AD dos alunos pela professora e, posteriormente, pelos alunos. A experiência da prática de revisão coletiva objetiva um aprendizado do aluno no que se refere aos modos e termos diversificados de descrição, tempo de construção do roteiro e também para a resolução de dúvidas sobre o processo.

Observação:
Fora da sala de aula, durante essa semana, a professora fará a revisão e adequações de cada roteiro nos quisitos terminologias usadas, traduções poéticas das imagens e dos verbos, minutagem), pois requer muito tempo. Esse trabalho é fundamental para que o aluno se conscientize do processo de audiodescrever. Mais informações no ítem 5.

Aula 2 (Prof de metodologia da FAPCOM)
Dia 11/04
Manhã e tarde

Aula 3 (Isabel Machado)
Dia 18/04
Manhã

Relatos de experiência dos alunos sobre elaboração de roteiro dos curtas e comentários sobre o processo de revisão de roteiro
– Políticas Públicas – o acesso das pessoas com deficiência visual aos bens culturais
– Lei Brasileira de inclusão – LBI, Lei da ANCINE – Agência Nacional de Cinema, Lei da acessibilidade na televisão.
– Análise das formas de elaboração de roteiro de audiodescrição em curta metragem (La Fontana di Trevi)
Tarde
Abordagem à audiodescrição no cinema de arte – A importância da linguagem fílmica no roteiro de audiodescrição. O cinema como linguagem e a fruição artísca por meio da AD.
– “Em busca de uma educação visual da pessoa com deficiência visual no cinema” – Estudo dos pontos de vista dos espectadores cegos, da construção do conhecimento por meio de todos os sentidos e não somente da visão, depoimentos. (Dissertação de Mestrado da professora que ministra o curso, Bell Machado)
– Escolha de um curta metragem para elaboração coletiva de um roteiro de audiodescrição
– Divisão de grupos de alunos para a elaboração dos roteiros
– Estudo da obra a ser audiodescrita
– Início do trabalho de elaboração de roteiro em grupo com a supervisão da professora.
Observação:
Fora da sala de aula, durante a semana, a professora fará a revisão e adequações de cada roteiro nos quisitos terminologias usadas, traduções poéticas das imagens e dos verbos, minutagem), pois requer muito tempo. Esse trabalho é preceito básico para que a seguinte aula/palestra do consultor com DV, possa acontecer, pois o revisor precisará ter pronto o roteiro para que ele tenha a revisão final. Mais informações no ítem 5.

Aula 4 (Isabel Machado)
Dia 25/04
Manhã

– Continuação dos trabalhos de elaboração de roteiro de AD
Tarde
Finalização do roteiro coletivo e 1ª revisão, pela professora.

Aula 5 (Isabel Machado)
Dia 02/05
Manhã

Palestra Consultor com DV.
Consultoria de roteiro de AD realizada por consultor cego
Espaço para perguntas e dúvidas de alunos no que se refere à compreensão das imagens da pessoas com deficiência visual
Tarde
Adequações do roteiro revisado pela consultoria.
Exibição do filme com audiodescrição ao vivo feita pelos alunos.
Desenvolvimento de critérios da crítica à audiodescrição, tanto no que se refere ao roteiro como o do desempenho da locução ao vivo / e ou/ gravada.
Considerações finais e encerramento do curso

5 – Metodologia:
1. Aulas teóricas
Leis e decretos sobre audiodescrição
Exposição e reflexão de textos selecionados sobre relações estéticas para a melhor compreensão do objeto a ser descrito.
Formas de audiodescrição (simultânea, ao vivo e pré-gravada)
Formas de locução: a voz como fator potencializador da carga dramática.
Terminologia adequada, tempos de verbo, etc

2. Leitura de textos
Indicação de textos filosóficos e técnicos para serem lidos em casa

3. Exercícios de observação
Assistir filmes, programas de TV e ver fotografias.
A partir da exibição de filmes, primeiramente observar os planos-sequência, discutir a particularidade do cenário, dos objetos e dos personagens para então, fazer a escolha das imagens e pessoas a serem descritas, assim como, a maneira de descrevê-las.

4. Roteirização de filmes.
Elaborar roteiro de um curta-metragem e de uma imagem estática.
Fora de sala de aula: Revisão de roteiro individual dos alunos e no fim, dos grupos. Interlocução com alunos via internet.
Atividades práticas
Exibição de filmes e locução das descrições realizadas pelos alunos.
Critérios de avaliação: O aluno deverá produzir um roteiro de audiodescrição de um filme de curta metragem ou trecho de um filme . Poderá ou não ser atribuída nota de zero a dez.

6 – Bibliografia:
Dissertação de Mestrado – 2015 -Título: A parte invisível do olhar: audiodescrição no cinema: a constituição das imagens por meio das palavras – uma possibilidade de educação visual para a pessoa com deficiência visual no cinema
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/285178/1/Machado_IsabelPittaRibeiro_M.pdf
Título [Outro Idioma]: The invisible side of the eye : audiodescription in the movies : the creation of images through words – a possibility of visual education for visually impaired person in the cinema
Autor(es): Isabel Pitta Ribeiro Machado
http://unicampbr.summon.serialssolutions.com/#!/search?ho=t&l=br-PT&q=(AuthorCombined:(Isabel%20Pitta%20Ribeiro%20Machado))

Audiodescrição no cinema: A imagem pela palavra
Revista Sesc TV – julho/2017.
https://www.sescsp.org.br/online/artigo/11113_AUDIODESCRICAO+NO+CINEMA+A+IMAGEM+PELA+PALAVRA

ALMEIDA, Milton José de. O teatro da memória de Giulio Camillo. Cotia/Campinas: Ateliê Editorial (Ed. da Unicamp),2005.
ALMEIDA, Milton José de. Cinema-Arte da Memória. Campinas (Ed. Autores Associados),1999.
ARAÚJO, Vera Lúcia Santiago, ADERALDO, Marisa Ferreira. Os Novos Rumos da Pesquisa em Audiodescrição no Brasil. Ed. CRV. 2013.
AUMONT, Jacques. O olho interminável (cinema e pintura) São Paulo (Cosac e Naif), 2004.
BAZIN, Andrè. “O Cinema – Ensaios”. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1971.
BERNADET, Jean-Claude. O que é cinema. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1980.
DIDEROT, Denis. Carta sobre os Cegos, em Guinsburg (org.), Obras I – Filosofia e Política. São Paulo: Ed. Perspectiva S.A, 2000.
DIDEROT, Denis. Tratado sobre o belo, em Guinsburg (org.). Obras II – Estética, Poética e Contos. São Paulo: Ed. Perspectiva S.A., 2000.
DIDEROT, Denis. Ensaios sobre a pintura e Carta sobre os surdos e mudos, em Guinsburg (org.). Obras II – Estética, Poética e Contos. São Paulo: Ed.Perspectiva S.A., 2000.
ESPINOSA. Felicidade e liberdade, em CHAUÌ, Marilena. Espinosa: uma filosofia da liberdade. São Paulo, Moderna, 1995.
FIELD, Syd. Manual do Roteiro: os fundamentos do texto cinematográfico. São Paulo: Ed.Objetiva, 2001.
FRANCO, E.P.C. & ARAUJO, V.L.S. (Orgs.) Dossiê Tradução Audiovisual. Cadernos
de Tradução, v.2, n. XVI Florianópolis (Edufsc), 2005.
MACHADO, Isabel Pitta Ribeiro. Dissertação de Mestrado – 2015 -Título: A parte invisível do olhar – CAPÍTULO V – LEITURAS RELACIONADAS – UM DIÁLOGO POSSÍVEL
ENTRE A FILOSOFIA E A AUDIODESCRIÇÃO………………………………………….142
5.1. Leitura comentada da carta sobre os cegos……………………………………………………143
5.2. As percepções na audiodescrição e na construção do conhecimento da pessoa com deficiência visual – uma análise comparativa, sob a ótica das relações de percepção de David Hume…………………………………………………………………………………………153
5.3. Algumas relações entre a Carta sobre os cegos, de Denis Diderot, e Cândido, de Voltaire – possíveis decorrências no contemporâneo………………………………………156
5.4. Tratado sobre o Belo e Ensaios sobre a pintura, de Denis Diderot – reflexões para aqueles que não veem: uma investigação sobre a natureza do belo para as pessoas cegas………………………………………………………………………………………………………..162
5.4.1. Breves ideias sobre o artista e sua natureza, à luz do Tratado Sobre o Belo e dos Ensaios Sobre a Pintura……………………………………………………………………………167
MASCARELLO, Fernando (org.). História do Cinema Mundial. Campinas, SP: Papirus, 2006.
MOTTA, Lívia Maria Villela de Melo. Audiodescrição na escola: abrindo caminhos para leitura de mundo. São Paulo. Pontes Editores, 2016.
MOTA, Lívia; ROMEU FILHO, P. (orgs) Audiodescrição-Transformando imagens em palavras. São Paulo (Secretaria do Estado da Pessoa com deficiência), 2011.
RAMOS, Fernão (Org.). História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1987.
ROUSSEAU, Jean Jacques. Emílio ou da Educação. São Paulo/Rio de Janeiro: Difel, Difusão Editorial, 1979.
SADOUL, G. História do Cinema Mundial. Vols. I e II.- São Paulo: Ed. Martins, 1963.
TARKOVSKY, Andrei. Esculpir o tempo. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 2010.
VILARONGA, I. O Potencial Formativo do Cinema e a Audiodescrição: Olhares
Cegos. Salvador. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual da Bahia, 2010.
VOLTAIRE. Cândido ou O Otimismo. São Paulo: Ed.Martin Claret, 2001.
XAVIER, Ismail. A Experiência do Cinema: antologia. Rio de Janeiro: Ed.Graal/ Embrafilme,1983.

7 – Minicurrículo do profissional:
Isabel Pitta Ribeiro Machado. Brasileira, nascida em 25/04/1962.
Audiodescritora e Diretora de projetos de inclusão e acessibilidade na Quesst Consultoria – https://www.facebook.com/quesstconsultoria/
2013-2016 – Assessora e coordenadora de projetos de acessibilidade cultural na SMPD – Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas.
2013-2015 – Mestre em Multimeios no Instituto de Artes da Unicamp com a dissertação:
Título: A parte invisível do olhar : audiodescrição no cinema : a constituição das imagens por meio das palavras – uma possibilidade de educação visual para a pessoa com deficiência visual no cinema
Título [Outro Idioma]: The invisible side of the eye : audiodescription in the movies : the creation of images through words – a possibility of visual education for visually impaired person in the cinema
Autor(es): Isabel Pitta Ribeiro Machado
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/285178/1/Machado_IsabelPittaRibeiro_M.pdf
http://unicampbr.summon.serialssolutions.com/#!/search?ho=t&l=br-PT&q=(AuthorCombined:(Isabel%20Pitta%20Ribeiro%20Machado))
Bacharel em Filosofia pela Unicamp -2005. De 1983 a 1986 estudou Fonoaudiologia na PUC-Campinas e em 1989/90 Agronomia, na Universidade de Padova, Itália.
Foi docente no 1º curso do Brasil de Especialização em Audiodescrição na UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), em 2014 e 2015, onde ministrou as disciplinas “Audiodescrição no Cinema” e “Linguagem Cinematográfica”.
De 2009 a 2014, proferiu oito cursos de “Introdução à formação em audiodescrição”, com carga horária de 40 hs, entre eles, na SMPD Campinas, SME Secretaria de Educação, Centro Cultural Louis Braille de Campinas, TV Comunitária – Canal Oito NET e Unicamp / LAB- Laboratório de Acessibilidade.
De 2010 a 2013 foi audiodescritora da ONG Vez da Voz- mídia com acessibilidade comunicacional.
De 1999 – 2011 trabalhou no Centro Cultural Louis Braille de Campinas. Em 1999 iniciou seu trabalho em audiodescrição de filmes para pessoas com deficiência visual, no C.C.Braille. No mesmo ano, junto à graduação de filosofia da Unicamp, desenvolveu pesquisas junto aos usuários do Centro, sobre filósofos iluministas cujo objeto de estudo era a investigação das metáforas óticas e a construção do conhecimento por meio dos sentidos.
Coordenou de 2005 a 2011 o projeto de inclusão social, cultural e digital do Ministério da Cultura: Ponto de Cultura Cinema em Palavras no Centro Braille. Em 2006 o Projeto “Cinema para cegos” foi agraciado com o Prêmio Cidadão RAC-CPFL.
Desde o ano de 2000, fez a audiodescrição ao vivo de aproximadamente 320 filmes brasileiros e estrangeiros. No teatro fez AD ao vivo de 15 espetáculos em Festivais. Tem 10 vídeos e 09 filmes gravados com audiodescrição.

Artigos publicados em livros
“Educação e cultura audiovisual: ressonâncias”com o artigo A parte invisível do olhar. RODRIGUES, U. A.; AMORIM, A. C. R.; COSTA, A. V. P. P.; SILVA, J.M.B.; MACHADO, I.; SOARES, C.L.; 01/2012, ed. 1, Moderna, Vol. 1, pp. 6, pp.5-10, 2012
Audiodescrição – transformando imagens em palavras com o artigo “Ponto de Cultura Cinema em Palavras – A filosofia no projeto de inclusão social e digital”. Lívia Maria Vilela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, organizadores. São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010. Vários autores.
http://pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/LIVRO_AUDIODESCRICAO_TRANSFORMANDO_IMAGENS_EM_PALAVRAS.pdf

Artigos publicados em Revistas e periódicos
O olhar expandido e a moda – uma necessidade do homem corporificar suas possibilidades do ver. No livro: 9º concurso Moda Inclusiva / Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência / Daniela Auler e Gabriela Sanches. (Coordenação) – São Paulo:Estação das letras e Cores; SEDPCD, 2017.

Audiodescrição no cinema: A imagem pela palavra
Revista Sesc TV – julho/2017.
https://www.sescsp.org.br/online/artigo/11113_AUDIODESCRICAO+NO+CINEMA+A+IMAGEM+PELA+PALAVRA

Leitura comentada da Carta sobre os cegos, de Denis Diderot
Revista Brasileira de Tradução Visual
http://www.alb.com.br/anais15/seminarios10.htm
http://audiodescriptionworldwide.com/associados/leitura-comentada-da-carta-sobre-os-cegos/

A linguagem cinematográfica na audiodescrição
Revista Brasileira de Tradução Visual
http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/index.php/principal/issue/view/9/showToc

Aquilo que o olhar não vê
Jornal da Unicamp
http://www.unicamp.br/unicamp/ju/638/aquilo-que-o-olhar-nao-ve

Ouvidos para enxergar
Jornal Correio Popular Campinas RAC
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/09/capa/projetos_correio/e_braille/109348-ouvidos-para-enxergar.html
Participação em documentário
Escute… – Sobre cegueira e cinema by Manoela Meyer – issuu
https://issuu.com/manoelameyer/docs/tcc_manoela_meyer_doc_.escute
Foi responsável pela audiodescrição de filmes em importantes ciclos e mostras de cinema com acessibilidade, como por ex. a 1ª e 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, em 2006 e 2007 e ainda responsável pela audiodescrição simultânea nos estúdios do UOL, do Prêmio Empreendedor social Folha de São Paulo. Realizou audiodescrição ao vivo em visitas guiadas em Turismo e Museus.
Desde 2009 proferiu aproximadamente 50 palestras e mini cursos sobre audiodescrição e cinema, e sobre cinema, educação e filosofia.
Foi professora do curso livre de História do Cinema no Museu da Imagem e do Som – MIS Campinas, de 1999 a 2010, no CCLA – Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas em 2010 e na Escola de Artes Pandora em 2011 e 2012.

Informações Úteis

Investimento

Gratuito

Data

Quarta-feira

Duração

04/04/2018 à 02/05/2018

Horário

Das 08:00 às 17:00

Carga Horária

56 horas (32 horas presenciais + 08 horas de Metodologia + 4 horas de Banca + 12 horas de acompanhamento remoto)

Vagas

Inscrições encerradas

Local

FAPCOM - Faculdade PAULUS de Comunicação - Rua Major Maragliano 191 - Vila Mariana - São Paulo/SP

Professores

Isabel Pitta Ribeiro Machado

Brasileira, nascida em 25/04/1962.
Audiodescritora e Diretora de projetos de inclusão e acessibilidade na Quesst Consultoria - https://www.facebook.com/quesstconsultoria/
2013-2016 - Assessora e coordenadora de projetos de acessibilidade cultural na SMPD - Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Campinas.
2013-2015 - Mestre em Multimeios no Instituto de Artes da Unicamp com a dissertação:
Título: A parte invisível do olhar : audiodescrição no cinema : a constituição das imagens por meio das palavras - uma possibilidade de educação visual para a pessoa com deficiência visual no cinema
Título [Outro Idioma]: The invisible side of the eye : audiodescription in the movies : the creation of images through words - a possibility of visual education for visually impaired person in the cinema
Autor(es): Isabel Pitta Ribeiro Machado
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/285178/1/Machado_IsabelPittaRibeiro_M.pdf
http://unicampbr.summon.serialssolutions.com/#!/search?ho=t&l=br-PT&q=(AuthorCombined:(Isabel%20Pitta%20Ribeiro%20Machado))
Bacharel em Filosofia pela Unicamp -2005. De 1983 a 1986 estudou Fonoaudiologia na PUC-Campinas e em 1989/90 Agronomia, na Universidade de Padova, Itália.
Foi docente no 1º curso do Brasil de Especialização em Audiodescrição na UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), em 2014 e 2015, onde ministrou as disciplinas “Audiodescrição no Cinema” e “Linguagem Cinematográfica”.
De 2009 a 2014, proferiu oito cursos de “Introdução à formação em audiodescrição”, com carga horária de 40 hs, entre eles, na SMPD Campinas, SME Secretaria de Educação, Centro Cultural Louis Braille de Campinas, TV Comunitária – Canal Oito NET e Unicamp / LAB- Laboratório de Acessibilidade.
De 2010 a 2013 foi audiodescritora da ONG Vez da Voz- mídia com acessibilidade comunicacional.
De 1999 – 2011 trabalhou no Centro Cultural Louis Braille de Campinas. Em 1999 iniciou seu trabalho em audiodescrição de filmes para pessoas com deficiência visual, no C.C.Braille. No mesmo ano, junto à graduação de filosofia da Unicamp, desenvolveu pesquisas junto aos usuários do Centro, sobre filósofos iluministas cujo objeto de estudo era a investigação das metáforas óticas e a construção do conhecimento por meio dos sentidos.
Coordenou de 2005 a 2011 o projeto de inclusão social, cultural e digital do Ministério da Cultura: Ponto de Cultura Cinema em Palavras no Centro Braille. Em 2006 o Projeto “Cinema para cegos” foi agraciado com o Prêmio Cidadão RAC-CPFL.
Desde o ano de 2000, fez a audiodescrição ao vivo de aproximadamente 320 filmes brasileiros e estrangeiros. No teatro fez AD ao vivo de 15 espetáculos em Festivais. Tem 10 vídeos e 09 filmes gravados com audiodescrição.

Artigos publicados em livros
“Educação e cultura audiovisual: ressonâncias"com o artigo A parte invisível do olhar. RODRIGUES, U. A.; AMORIM, A. C. R.; COSTA, A. V. P. P.; SILVA, J.M.B.; MACHADO, I.; SOARES, C.L.; 01/2012, ed. 1, Moderna, Vol. 1, pp. 6, pp.5-10, 2012
Audiodescrição – transformando imagens em palavras com o artigo “Ponto de Cultura Cinema em Palavras - A filosofia no projeto de inclusão social e digital”. Lívia Maria Vilela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, organizadores. São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010. Vários autores.
http://pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/LIVRO_AUDIODESCRICAO_TRANSFORMANDO_IMAGENS_EM_PALAVRAS.pdf

Artigos publicados em Revistas e periódicos
O olhar expandido e a moda – uma necessidade do homem corporificar suas possibilidades do ver. No livro: 9º concurso Moda Inclusiva / Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência / Daniela Auler e Gabriela Sanches. (Coordenação) - São Paulo:Estação das letras e Cores; SEDPCD, 2017.


Audiodescrição no cinema: A imagem pela palavra
Revista Sesc TV – julho/2017.
https://www.sescsp.org.br/online/artigo/11113_AUDIODESCRICAO+NO+CINEMA+A+IMAGEM+PELA+PALAVRA

Leitura comentada da Carta sobre os cegos, de Denis Diderot
Revista Brasileira de Tradução Visual
http://www.alb.com.br/anais15/seminarios10.htm
http://audiodescriptionworldwide.com/associados/leitura-comentada-da-carta-sobre-os-cegos/


A linguagem cinematográfica na audiodescrição
Revista Brasileira de Tradução Visual
http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/index.php/principal/issue/view/9/showToc

Aquilo que o olhar não vê
Jornal da Unicamp
http://www.unicamp.br/unicamp/ju/638/aquilo-que-o-olhar-nao-ve

Ouvidos para enxergar
Jornal Correio Popular Campinas RAC
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/09/capa/projetos_correio/e_braille/109348-ouvidos-para-enxergar.html
Participação em documentário
Escute... - Sobre cegueira e cinema by Manoela Meyer - issuu
https://issuu.com/manoelameyer/docs/tcc_manoela_meyer_doc_escute
Foi responsável pela audiodescrição de filmes em importantes ciclos e mostras de cinema com acessibilidade, como por ex. a 1ª e 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, em 2006 e 2007 e ainda responsável pela audiodescrição simultânea nos estúdios do UOL, do Prêmio Empreendedor social Folha de São Paulo. Realizou audiodescrição ao vivo em visitas guiadas em Turismo e Museus.
Desde 2009 proferiu aproximadamente 50 palestras e mini cursos sobre audiodescrição e cinema, e sobre cinema, educação e filosofia.
Foi professora do curso livre de História do Cinema no Museu da Imagem e do Som - MIS Campinas, de 1999 a 2010, no CCLA – Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas em 2010 e na Escola de Artes Pandora em 2011 e 2012.

Inscrições encerradas.